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Praia do Jacaré:Um dos mais belos cartões postais de Jampa (PB) acaba: O por do sol

“O semblante dos funcionários que
trabalham nos restaurantes da Praia do Jacaré, hoje, era de um misto de medo,
tristeza e perplexidade!”. É assim que Jurandy do Sax inicia seu desabafo,
feito por meio da sua página pessoal no Facebook, diante do término do prazo
para cumprimento da determinação para saída dos bares da praia do Jacaré, em
Cabedelo, por estarem em áreas da União. Até 17h30 desta quarta-feira (1°),
haviam 1.923 compartilhamentos da postagem feita durante a madrugada, de quase
1h.
O tom de Jurandy ainda é de incredulidade. “Será
verdade mesmo!? Hoje é o ultimo dia? Então amanhã eu estarei desempregado?
Infelizmente sim! Essa é a triste resposta! A não ser que prevaleça o bom senso
nos homens ou a vontade de Deus. Estou torcendo para que uma ou as duas
alternativas aconteça!”, declarou Jurandy.
Para o artista, a permanência dos estabelecimentos
dependeria de “boa vontade”, mas mesmo ele questiona se ainda haveria tempo
para reverter o processo. O texto de Jurandy é carregado de tristeza pelo fim
do espetáculo do por do sol com o Bolero de Ravel, no seu entendimento um
produto que “nasceu em um restaurante” e se tornou o “maior atrativo turístico
do estado da Paraíba”.
Jurandy questiona também o fato dos
estabelecimentos serem retirados do local, antes de ter o projeto para a área.
“Porque não preparam o novo projeto para depois retirar os restaurantes? Se já
estão lá há mais de 15 anos, será que não se poderia esperar mais um ou dois?”,
disse, acrescentando que a medida trará prejuízos irreparáveis para o turismo
paraibano, sobretudo para as pessoas que vêm de outras capitais, como Natal e
Recife, e para as famílias dos quase 300 pessoas que segundo ele trabalham nos
restaurantes, incluindo ele próprio.
O prazo para a saída dos comerciantes do local
terminou na última terça-feira (30). Mas ficaram definidos, em setembro de
2014, entre o Ministério Público Federal (MPF) e Prefeitura de Cabedelo, alguns
prazos para a desocupação: 11 de julho de 2015, a Superintendência do
Patrimônio da União promoverá as medidas necessárias para a aplicação do artigo
10, caput, da Lei 9.636/98, o qual determina textualmente que “constatada a
existência de posses ou ocupações em desacordo com o disposto nesta lei, a
União deverá imitir-se sumariamente na posse do imóvel, cancelando-se as
inscrições eventualmente realizadas”.
O acordo judicial fixa,
ainda, mais 10 dias (a serem contados de 30 de junho, ou seja, prazo até 10 de
julho) para retirada voluntária do material dos bares, bem como mais 20 dias
(prazo até 30 de julho) para retirada das estacas que estão no Rio Paraíba. (Robson Pires)
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