Politica: Sem vice, sem apoio do Centrão e sem presença de Michelle, PL oficializa candidatura de Flávio em convenção em SP

Evento terá participação de Javier Milei, presidente da Argentina, e de aliados paulistas como o governador Tarcísio de Freitas – Créditos da foto: Divulgação/Partido Liberal

O Partido Liberal (PL) realiza, neste sábado (25), a convenção nacional que vai oficializar o senador Flávio Bolsonaro como candidato à presidência da República. Apadrinhado pelo pai Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível e em prisão domiciliar, para representá-lo nas urnas, Flávio chega ao evento em situação diversa do pai em 2022: sem vice definido, sem apoio de partidos do centrão que estiveram na coligação do ex-presidente e pressionado por suspeitas de envolvimento com o escândalo do Banco Master.

O encontro, no entanto, acontece após um respiro para Flávio. Após quase um mês de rusga pública com a madrasta, Michelle Bolsonaro, os dois fizeram as pazes anteontem com vídeos divulgados nas redes sociais. Apesar da reconciliação, a ex-primeira-dama não deve comparecer à convenção, uma vez que permanecerá com o mairdo em Brasília. A expectativa é que, com a trégua, haja pelo menos uma participação em vídeo de Michelle.

Nos bastidores, dirigentes avaliam que a participação da madrasta do senador, ainda que remota, ajudará a reduzir o desgaste provocado pelo rompimento anterior. Além da gravação, Flávio também deve citar nominalmente a parente durante o discurso em que será oficializado candidato, em mais um gesto para demonstrar que a crise foi superada.

A convenção será realizada na Mercado Livre Arena Pacaembu, a partir das 10h, e terá a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, que deve discursar no palco. Antes da convenção, Milei vai se reunir com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no Palácio dos Bandeirantes.

A escolha pela capital paulista também difere de seu pai, que há quatro anos foi lançado pelo PL como candidato no Rio de Janeiro, reduto da família Bolsonaro, já que o palanque da direita no estado ainda enfrenta percalços, especialmente em relação ao vice e à segunda vaga ao Senado. Em São Paulo, por outro lado, a chapa está completa e ele tem a seu favor Tarcísio e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) em seu palanque. Os dois são considerados por integrantes da campanha como ativos eleitorais importantes para alavancar o nome de Flávio, principalmente na cidade de São Paulo, que na eleição passada deu vitória a Lula (PT), e na Região Metropolitana.

No estado, ele conseguiu uma aliança maior: além de Tarcísio representando o Republicanos e Nunes o MDB, a federação União-PP é representada por Guilherme Derrite (PP), candidato ao Senado. Completa a chapa majoritária o deputado estadual André do Prado (PL), que também tenta se eleger senador.

A candidatura de Flávio será oficializada sem nome de vice definido, e a escolha deve ser adiada para mais próximo do fim do prazo das convenções partidárias, em 5 de agosto. Uma chapa “puro sangue” não está descartada. Isso porque o Partido Progressistas (PP) já definiu que não vai integrar a coligação com o PL, diferentemente de 2022. Nesta semana o presidente nacional da sigla, Ciro Nogueira, optou pela neutralidade na disputa nacional e liberou os diretórios estaduais de apoiarem quem quiserem.

Em São Paulo, por exemplo, o PP já formalizou apoio a Flávio. Em outros estados, como na Paraíba, a legenda vai apoiar Lula. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) era uma das cotadas para ocupar a vice de Flávio, mas negou o convite. Como o PP faz parte da federação com o União Brasil, a sigla presidida por Antonio Rueda também deve ficar neutra. Agora, a última esperança do partido é uma aliança com o Republicanos, que também se encaminha para a neutralidade. O Solidariedade é outra sigla que não deve apoiar nem Lula nem Flávio. Sem coligações com outros partidos grandes, além de ter menos opções para vice, Flávio não consegue ampliar o tempo de TV e rádio.

Caso Master e desempenho em pesquisas

Flávio chega à convenção pressionado por suspeitas de envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Tudo começou em maio, quando foram revelados os primeiros diálogos do político pedindo dinheiro ao banqueiro para custear “Dark Horse”, filme que contará a trajetória de Jair Bolsonaro na eleição de 2018. Depois, veio à tona a visita que Flávio fez a Vorcaro quando ele já estava em prisão domiciliar, e mais recentemente uma foto do senador ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, parceiro de Vorcaro.

Banner_Elias_Raio_X
Banner_RadiosNet_Lateral
Banner_Show da Manha
Banner_Almoçando_Musicas
Banner_King_Of_Kings
Banner_Pagode & Cia_Lateral
Banner_Whats_Blog_News
Banner_EliasRaio_X
Banner_WebRadio_APP
Banner_RadioBox_Lateral
Banner_Mercadinho_DeusProvera
Banner_SindSerg
Banner_AnuncieAqui
Banner_Live_Sextou
Banner_Show da Tarde_Lateral
Banner_Radio_Guamare_News
Banner_Canal_Noticias_Blog
Banner_Super Hits_Lateral
Banner_Grupo_Radio_Web_Zap
Banner_Eduardo_Auto_Pecas
Banner_MomentoGrafith_Lateral
Banner_CX_Radio_Lateral
Banner_JM_Variedades
Banner_RadiosCast_Lateral
Banner_Copiadora_Miranda