
A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sesed-RN) divulgou os detalhes das prisões de dois membros do Comando Vermelho no estado, nessa quarta-feira (20), no Rio de Janeiro. Os presos são Jackson Matheus da Silva Moreira, vulgo Professor, de 22 anos, e Edenilson Luiz Moura de Melo, vulgo Chorão, de 39 anos. De acordo com a Polícia Civil, os dois eram foragidos, refugiados em favelas cariocas, mas sendo monitorados desde o ano passado.
Os dois são acusados de crimes como homicídios, organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Além disso, foram identificados áudios de criminosos afirmando que foram mortos membros de uma facção rival e esperam outras mortes no Rio Grande do Norte.
Chorão foi preso na noite desta quarta-feira (20), quando chegou ao estádio Maracanã para assistir ao jogo do Flamengo. De acordo com o delegado Joacir Rocha, da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), ele era responsável pela parte logística da facção no RN.
“Ele fez essa ponte entre algumas comunidades do Rio de Janeiro, mais notadamente a Rocinha e o Complexo do Alemão, com o RN. Ele trazia armas e drogas. A gente sabe que nas comunidades do Rio de Janeiro, eles têm acesso facilitado a armas e entorpecentes. Com essa operação, a gente bate nessa parte logística”, afirmou.
Antes de Chorão, a Polícia Civil já havia prendido Professor, em Macaé. O crime atuou na área operacional da facção. “Ele mandava matar, ele matava e também estava envolvido naqueles confrontos que a gente via ano passado. Ele era um dos responsáveis por atingir a outra facção e levar medo à população da zona Oeste”, apontou o delegado.
Os dois foragidos foram presos em cumprimento de mandatos de prisão preventiva. Eles tinham saído do RN entre maio e setembro, mas estavam sendo monitorados pelas forças de segurança. O delegado também comentou sobre a prisão no Maracanã, mesmo com a presença de milhares de torcedores.
“Foi um trabalho de investigação contínua. A gente espera o melhor momento para a prisão para diminuir os riscos para os policiais e para a população em geral. É possível [fazer a prisão na comunidade], mas é uma logística maior. A gente tenta pegá-los em locais que sejam mais protegidos, sem riscos colaterais”, esclareceu Rocha.
O próximo passo é o recambiamento da dupla para o Rio Grande do Norte. “Vamos analisar quando vai ser feito esse recambiamento”, completou.
Para o secretário de Segurança e Defesa Social do RN, coronel Francisco Araújo, a Operação Brasil Contra o Crime Organizado é uma integração entre as forças de segurança. “Essas ações fortalecem o enfrentamento à criminalidade, organização e mostram a competência da Polícia Civil do RN, num trabalho de inteligência, de investigação, integrado com a Polícia Civil do RJ”, afirmou.
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