Consumidores que tenham adquirido lotes contaminados de produtos de limpeza da marca Ypê, cuja venda e uso foram proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não devem descartar os itens. As informações sobre a destinação correta, descarte ou eventual recolhimento deverão ser fornecidas pela empresa, orienta o secretário de Estado de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro (Procon-RJ), Rogério Pimenta.
“A orientação da Anvisa é que os consumidores devem ligar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para receber orientação do descarte, porque ele corre o risco de contaminação microbiológica”, alertou.
Desde que a Anvisa anunciou a suspensão da fabricação, comercialização e distribuição de vários produtos de lote final 1 da Ypê, consumidores relatam dificuldade em conseguir atendimento no SAC da empresa. A Ypê informou que reforçou o SAC para atender ao aumento da demanda.
A inspeção da Anvisa em alguns frascos de produtos fabricados pela Ypê identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que pode provocar infecções, sobretudo em pessoas com baixa imunidade.
O SAC da Ypê atende pelo telefone 0800 1300 544. Pimenta reforçou que é responsabilidade da empresa dar a destinação correta aos produtos e recomendou que quem tem o produto em casa deve imediatamente suspender o uso.
Ressarcimento e troca
O secretário sugeriu que os consumidores procurem o Procon e órgãos de defesa do consumidor nos seus, estados munidos do comprovante da compra e dos produtos adquiridos, para que recebam orientações sobre o procedimento para ressarcimento.
Outra opção, destaca ele, é pedir a troca do produto por um igual, mas de outro lote, no supermercado ou loja em que foi feita a compra. Ele considera essa a solução mais prática. “Porque os próprios mercados estão tendo que recolher os itens suspensos para o fabricante”,afirmou.
Lista de produtos contaminados
Somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados:
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), informou nesta sexta-feira (8) que promulgou a Lei da Dosimetria.A decisão deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
“Nos termos da Constituição Federal, compete ao Presidente do Senado Federal promulgar a lei quando o Presidente da República não o faz no prazo constitucional de 48 horas”, informou, por meio de nota, o senador Alcolumbre.
A Lei da Dosimetria reduz as penas para os condenados por tentativa de golpe de Estado no Brasil no contexto dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, inconformados com o resultado das eleições de 2022, depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, pedindo um golpe militar e a deposição do presidente eleito democraticamente.
O projeto de lei foi vetado na íntegra pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que alegou que o texto viola o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia. Porém, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula
Ao todo, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou 1,4 mil pessoas por crimes contra a democracia, sendo 431 penas de prisão, 419 penas alternativas e outros 552 acordos de não persecução penal.
De acordo com levantamento do STF, o maior grupo de condenados é formado por 404 réus que receberam penas de um ano de prisão, número equivalente a 28% do total de condenações.
Em seguida, foram registradas 213 condenações a 14 anos de prisão, representando 15,19% do total.
A pena mais alta foi aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, único condenado a 27 anos e três meses de prisão.Para se beneficiar da redução das penas, os condenados devem ingressar com um pedido para recalcular a pena no Supremo.
Entenda
O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.
O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”.
Tais mudanças devem beneficiar condenados pelo 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Os governos do Brasil e dos Estados Unidos vão realizar uma nova reunião nos próximos 30 dias com a expectativa de colocar um fim às negociações sobre tarifas comerciais.
A informação foi dada pelo presidente Lula, nesta quinta-feira (7), durante coletiva de imprensa que ocorreu após reunião realizada com o presidente Donald Trump e representantes dos dois países na Casa Branca.
“Ele sempre acha que nós cobramos muito imposto e nós sempre falamos: ‘Não, porque nós temos a média do imposto que nós cobramos de vocês é 2.7%. Mas eles continuam a teimar, mas tem produto que é 12%. Então, eu falei assim: ‘então, Trump, vamos fazer o seguinte, vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço da indústria do comércio do Brasil, junto com o teu moço do comércio, sente em 30 dias e apresentem para nós uma proposta para a gente poder manter o martelo. Quem tiver errado, vai ceder”.
Clima amistoso
O encontro entre os dois líderes durou três horas e foi avaliado por Trump como “muito produtivo”, em uma postagem pelas redes sociais. No texto, o presidente dos Estados Unidos ressaltou o tema do comércio bilateral como destaque da agenda de trabalho.
Os Estados Unidos investigam o Brasil no âmbito da chamada ‘Seção 301’, que apura supostas práticas desleais de comércio. No entanto, em 2025, o governo brasileiro registrou um déficit entre 20 e 30 bilhões de dólares no comércio bilateral com os Estados Unidos.
Ainda na publicação, Trump chamou Lula de “o dinâmico presidente do Brasil”, e o clima amistoso foi destaque em diferentes momentos da conversa de Lula com os jornalistas.
“Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para o Estados Unidos. Eu sempre acho que a fotografia vale muito e vocês perceberam que o presidente Trump rindo é melhor do que ele de cara feia. E eu fiz questão de dizer para ele: ‘ria um pouco, é importante, alivia, alivia a nossa alma, se a gente rir um pouco”.
Apesar do tom descontraído, Lula fez críticas a postura bélica do governo de Donald Trump.
“Olha, o Trump não vai mudar o jeito dele ser por causa de uma reunião que durou três horas comigo. O que eu fiz questão de dizer para ele é o que eu penso das coisas que eu acho que podem ser feitas. Eu acredito muito mais no diálogo do que na guerra. Eu acho que a invasão do Irã vai causar mais prejuízo do que ele está imaginando, mas tem várias suposições. Ele acha que a guerra já acabou, não é o real. Ele acha que na Venezuela, tá tudo resolvido”.
Bloqueio a Cuba
Lula se colocou à disposição a ajudar a Casa Branca a dialogar sobre a situação de Cuba e afirmou ter ouvido de Trump que não haverá invasão ao país caribenho.
“Eu ouvi, não sei se a tradução foi correta, é que ele disse que não pensa em invadir Cuba. Isso foi dito pela intérprete, sabe? E eu acho que isso é um grande sinal, até porque Cuba quer dialogar. Cuba quer dialogar e Cuba quer encontrar uma solução para colocar fim a um bloqueio que nunca deixou Cuba ser um país completo, livre desde a vitória da Revolução de 59”.
Crime organizado
O combate ao crime organizado transnacional também foi tema do encontro. Perguntado por jornalistas, Lula afirmou que não discutiu sobre a possibilidade de classificar organizações criminosas que atuam em solo nacional como terroristas.
Sobre essa pauta, sugeriu a criação de um grupo de trabalho para resolver questões ligadas à segurança, como o tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
“Também é importante saber que parte das armas que chega no Brasil sai dos Estados Unidos, sabe? É importante também que tem lavagem de dinheiro que é feito em estados americanos. Então, se a gente souber isso e colocar a verdade em torno da mesa e criar um grupo de trabalho para trabalharmos juntos, a gente pode resolver em anos aquilo que não se resolveu em séculos”.
Outro impasse entre os dois países, a aplicação da Lei Magnitsky, com sanções econômicas e proibição de entrada de estrangeiros nos Estados Unidos, acusados de violações graves, segue sem desfecho. Lula entregou novamente a Donald Trump uma lista dos brasileiros que seguem sancionados pela lei norte-americana.
Créditos da foto: Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE)
A Operação Zero Álcool, deflagrada pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio do Batalhão Rodoviário, contabilizou, nos primeiros quatro meses de 2026, 240 prisões de condutores por dirigir sob a influência de álcool em Natal e Região Metropolitana.
O número já representa 50% de todas as prisões registradas pela unidade ao longo de 2025, ano que apresentou o maior quantitativo de flagrantes por alcoolemia no Rio Grande do Norte na última década.
O levantamento considera ocorrências registradas em Natal e municípios da Região Metropolitana. Entre as cidades com maior número de prisões, destacam-se Extremoz, com 57 registros, seguida por Macaíba, com 42, e Natal, com 38 ocorrências.
As prisões por embriaguez ao volante ocorrem quando os testes de alcoolemia apontam valores superiores a 0,33 mg/l ou, mesmo diante da recusa ao teste do etilômetro, quando o condutor apresenta sinais de alteração da capacidade psicomotora.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quinta-feira (30), a “Operação Adeus”, com foco no combate aos crimes de estelionato praticados por meio de fraudes eletrônicas com atuação interessante.
A ação conto com apoio das polícias civis do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, com cumprimento de mandatos nas cidades de Mostardas, Osório e Nova Iguaçu.
De acordo com as investigações, um dos casos apurados envolveu um golpe aplicado por meio de aplicativo de mensagens, em que a vítima foi causada pela realização de transferências bancárias que somaram cerca de R$ 46 mil. A identificação do suspeito foi possível a partir da análise de movimentações financeiras, dados cadastrais e evidências digitais.
Em outro caso, a polícia estabelece um esquema de fraude baseado em engenharia social. A vítima foi convencida a realizar transações sob o pretexto de renegociação contratual. A investigação utiliza rastreamento de IP, análise de comunicações, dados bancários e reconhecimento facial para chegar ao principal suspeito, além de apontar a participação de outros envolvidos.
Ao todo, foram cumpridos seis mandatos judiciais, sendo um de prisão e cinco de busca e apreensão domiciliar. Também foi determinado o bloqueio de valores e investimentos financeiros dos investigados, além da apreensão de dispositivos eletrônicos e documentos relacionados a crimes.
À medida que as investigações avançam, com a análise do material apreendido para identificar outros possíveis participantes e aprofundar a responsabilização dos envolvidos.
A Polícia Civil reforça que informações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
Sede do Tribunal de Contas do Estado do RN – TCE/RN — Créditos da Foto: Kléber Teixeira
Relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) aponta que nenhum dos entes federados no Rio Grande do Norte, está apto, no momento, a cumprir integralmente os requisitos de transparência definidos pela decisão do STF e pela normativa da própria Corte de Contas, com relação à execução de recursos de emendas parlamentares.
Os dados coletados a partir das informações dispostas nos portais, mostram que apenas 1,8% dispõem de local ou informação que afirmam a inexistência dessas emendas municipais, os demais simplesmente não informam nada.
O TCE informa que mantido o cenário de desconformidade, e não comprovado o atendimento às providências exigidas — inclusive com o envio das informações até 31 de dezembro de 2025, a execução orçamentária e financeira das emendas em 2026 permanecerá condicionada à emissão e juntada da Certidão de Regularidade, conforme decisão relatada pelo conselheiro Antonio Ed Souza Santana, que está sendo comunicada aos gestores estaduais e municipais e aos órgãos de controle interno para que promovam as adequações necessárias ainda este ano.
Levantamento do TCE mostra que Mossoró, Extremoz, Canguaretama, Areia Branca e Guamaré estão na lista dos 38 municípios com nota zero.
Natal e Ceará Mirim aparecem com desempenho baixo quanto à transparência sobre as emendas parlamentares, com 43,8% de atendimento dos questionamentos feitos pelo TCE, seguido de Macaiba, com 31,2%, enquanto Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, também na Grande Natal, aparecem com 12,5%, mesmo percentual de Assu, no Oeste e Caicó, na região do Seridó, onde Currais Novos surge com 37,5%.
Estado
Quanto ao Governo do Estado, verificou-se que o portal disponibiliza local próprio para emendas estaduais e nacionais, atendendo a cerca de 73,33% dos quesitos de avaliação.
Contudo, segundo o TCE, foram identificadas lacunas críticas, como a ausência de identificação da unidade parlamentar do proponente, a falta de vinculação da emenda ao ato normativo orçamentário específico, a não indicação precisa da localidade beneficiada e a inexistência de prazos estimados para implementação dos objetos.
Analisando a situação do portal do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, verificou-se que seu portal apresenta um local próprio para apresentar as emendas, apresenta emendas estaduais e nacionais em sua listagem, permitindo uma análise das demais perguntas do modelo de perguntas usado para avaliar o portal.
Considerando este modelo, verificou-se que o portal atende a 11 dos 15 quesitos avaliados (73,33%), deixando de atender a 4 (26,67%).
O relatório ressaltar que, diferente dos portais municipais, o portal do Governo do Estado apresenta emendas estaduais e nacionais, fato também comprovado na análise dos portais municipais em que 5,4% dos portais municipais apresentam emendas estaduais.
Assim, para que estas emendas tenham sua execução regularizada, se faz necessário que portal do Governo do Estado esteja de acordo com os requisitos apontados pela referida resolução do TCE-RN.
Assim, também é necessário que sejam criadas ações fiscalizatórias para verificar a execução dessas emendas, fazendo-se cumprir o determinado pelo STF ou paralisando a execução dessas emendas.
Municípios
No âmbito municipal, embora 76,2% das prefeituras possuam seção específica para emendas, a qualidade da informação é insuficiente: nenhum portal apresentou dados sobre o cronograma físico-financeiro ou a entidade executora, e não foram localizadas informações sobre emendas parlamentares municipais em nenhum dos sítios, o que demanda validação futura in loco.
Os municípios com melhor desempenho atingiram apenas 56,2% de conformidade aos quesitos avaliados.
Neste Dia do Trabalhador, parabenizamos todos nós. Que a gente continue exercendo as nossas funções com muita garra e determinação em prol de um objetivo em comum. Que o orgulho e o amor pelo que você faz continue sendo a força motriz que te move para realizar um bom trabalho.
Refinaria Clara Camarão em Guamaré (RN)/Créditos da foto: Alfredo Sergio
Os preços da gasolina A e do diesel A S500 nas duas modalidades comercializadas no Rio Grande do Norte aumentaram na refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré. Os valores foram divulgados nesta quinta-feira (30) pela Brava Energia.
Nesta semana, a gasolina A teve alta de R$ 0,25, passando de R$ 3,77 para R$ 4,02 por litro. Já o diesel A S500 subiu nas duas modalidades. Na modalidade EXA, o preço passou de R$ 5,24 para R$ 5,56, um aumento de R$ 0,32 por litro. Na modalidade LCT, o preço do litro de diesel subiu R$ 5,25 para R$ 5,57, um acréscimo de R$ 0,32.
Em nota, a Brava afirma que eventuais ajustes nos preços adotam critérios técnicos. Os preços “seguem parâmetros de mercado – tais como o dólar, o valor de referência internacional do petróleo e custos logísticos para recebimento de derivados na região Nordeste”, diz a companhia.
Além disso, a Acelen, que controla a Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde (BA), anunciou aumento no preço da gasolina nesta quinta-feira (30). A refinaria também abastece postos no RN. A Acelen elevou o preço do produto puro em R$ 0,3933 por litro – hoje, custando R$ 4,24.
Os aumentos anunciados ainda não se refletiam em postos de Natal na tarde desta quinta-feira (30). O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sindipostos-RN) explica que, na cadeia de produção dos combustíveis, a refinaria vende para as distribuidoras, que revendem aos postos. “Como os preços em toda a cadeia são livres, não podemos precisar nem quando, nem quanto esse aumento vai chegar no bolso do consumidor”, diz a entidade.
As altas seguem uma tendência influenciada pelo preço internacional do petróleo, especialmente o barril Brent, acima de US$ 100, impulsionado por tensões no Estreito de Ormuz. Segundo o economista Arthur Néo, vice-presidente do Conselho Regional de Economia do RN, o cenário internacional segue como principal fator dos reajustes.
“No RN, o efeito é mais intenso devido ao abastecimento por refinarias privatizadas, que seguem mais de perto os preços internacionais. Isso resulta em reajustes mais rápidos e, em geral, mais elevados do que os praticados pela Petrobras”, explica.
Néo afirma que o repasse tende a ocorrer de forma gradual, entre 24 e 72 horas, conforme os postos renovam seus estoques – embora alguns façam esse repasse mais rapidamente. “Portanto, a tendência predominante é de repasse quase integral dos aumentos ao consumidor final, especialmente em um ambiente de alta recorrente”, observa.O impacto dos reajustes pode ser direto ou indireto, diz o economista. Diretamente, há aumento no preço dos combustíveis nas bombas, o que pressiona o orçamento das famílias; indiretamente, o efeito é mais amplo: “o diesel, por exemplo, é um insumo essencial para o transporte de cargas. Isso gera um efeito em cadeia sobre a inflação, pressionando índices como o IPCA. No RN, onde a renda média é menor e a dependência do transporte rodoviário é elevada, o impacto no custo de vida tende a ser ainda mais perceptível”, diz Néo.
O contador Luan David, 33, relata que o preço da gasolina segue sem alteração nos postos de Natal. Ele teme um possível aumento diante do reajuste nas refinarias. “Seria um absurdo, mas ainda bem que os elétricos estão chegando aí. Daqui a uns dias a gente não precisa mais usar gasolina”.Já a motorista por aplicativo Liliane Oliveira, 34, afirma que notou preços baixos para o combustível nos últimos dias. Um possível aumento, segundo ela, iria limitar os ganhos do seu trabalho. “Seria horrível, porque já não está barato, e aumentar mais ainda pesa no nosso bolso”, frisa.
O cenário global para jornalistas é o mais difícil das últimas décadas.
Apesar de a situação mundial ser a pior dos últimos 25 anos. O Brasil melhorou no ranking de liberdade de imprensa.
Os dados são do relatório da organização ‘Repórteres Sem Fronteiras’ divulgado nesta quinta-feira (29)
A pontuação média global do ranking de liberdade de imprensa nunca foi tão baixa.
Mais da metade dos países do mundo está em uma situação considerada “difícil” ou “muito grave”.
Há algumas exceções, como o Brasil, que teve relativa melhora, com um avanço de 58 posições desde 2022.
Hoje, o país ocupa a posição número 52, no ranking global, explica o diretor da organização para América Latina, Artur Romeu.
“O Brasil é um ponto fora da curva se a gente observar a tendência global dessas últimas edições do ranking. Esse avanço do Brasil nos últimos anos, um dos marcadores é um cenário de volta a uma normalidade de relação institucional democrática entre governo e imprensa. Claro que as tensões permanecem. Um outro aspecto que a gente tem que chama atenção é que desde 2022 a gente não tem jornalistas assassinados no país”.
O resto do continente americano perdeu 14 pontos, em média, no mesmo período. Queda parecida com regiões como o Oriente Médio.
A tendência mais preocupante é “criminalização do jornalismo”, que é o uso indevido de leis de segurança nacional e de processos contra profissionais para impedir investigações de interesse público.
O documento cita o exemplo dos Estados Unidos, que caíram sete posições, por causa do uso sistemático do Estado contra a imprensa, além da crise de confiança agravada por discursos políticos.
Casos semelhantes com a Argentina, que também caiu; assim como Equador e El Salvador, entre os países citados pelo diretor do Repórter Sem Fronteiras, Artur Romeu.
“A gente vê em vários desses países que eu mencionei uma lógica de hostilidade sistêmica ao trabalho da imprensa, que capitaliza ganhos eleitorais ao alimentar uma lógica de polarização política em que a imprensa e os jornalistas são alvos centrais, parte centrais dessa estratégia. Governos se elegem não mais apesar de atacar a imprensa, mas porque atacam a imprensa”.
Nicarágua, Cuba e Venezuela permanecem nos níveis mais baixos de liberdade de imprensa no continente.
Por outro lado, lá no topo do ranking, a Noruega se mantém como o país com maior liberdade de imprensa pelo décimo ano seguido, logo acima de outros países do norte europeu.
O Dia Internacional do Trabalhador, também conhecido como Dia do Trabalhador ou Dia do Trabalho, comemorado anualmente em 1º de maio, é feriado em muitos países.
A data tem origem na greve geral iniciada por trabalhadores norte-americanos em 1º de maio de 1886, em Chicago, que reivindicavam melhores condições de trabalho, principalmente a redução da jornada que chegava a 17 ou 16 horas por dia para 8 horas diárias. A greve resultou em confrontos violentos entre trabalhadores e polícia, resultando na morte de manifestantes e também de policiais.
O reconhecimento internacional ocorreu durante o congresso socialista Segunda Internacional, em Paris, em 1889, que convocou uma manifestação internacional para 1º de maio de 1890, consagrando a data como dia de luta pela conquista da jornada de trabalho de 8 horas/dia e em memória aos operários mortos de Chicago.
“Aí, tornou-se uma efeméride mundial. A partir daí, os países e os trabalhadores foram adotando essa data, cada um de um jeito. Mas, de forma geral, o significado é confronto. Era um dia de greve, um dia de luta, porque o patronato não queria absorver isso. Entendia que era custo a redução de trabalho”, disse à Agência Brasil o professor do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), Bernardo Kocher.
Naquele momento, a indústria estava trocando a produção: a remuneração por peça, passava a ser de remuneração por carga, ou seja, por hora trabalhada.
”Então, era possível reduzir a jornada, mas os patrões não queriam isso, porque era aumento de custo: menos trabalho e mesmo salário. Implicava diminuir jornada, mas não o salário.”
A produção ia diminuir, porque eram menos horas trabalhadas e o custo continuaria igual. Então, os trabalhadores lutavam, através de um dia de greve, como forma de manifestar a viabilidade de sua reivindicação.
Kocher explicou que com menos horas de trabalho, o operário teria condições de trabalhar melhor e isso resultaria em mais emprego, mais consumo. “Foi uma batalha um tanto, digamos, física. Em alguns lugares, era confronto com a polícia enquanto uma coisa simbólica, de narrativa, para que a lógica dos trabalhadores se sobrepusesse à lógica do capitalismo”.
No Brasil
Ao contrário das informações que remetem a oficialização do Dia do Trabalho no Brasil a 1924, com o início da celebração da data em 1925, pelo então presidente Artur Bernardes, o professor de História da UFF assegurou que o feriado começou em 1890, junto com a proclamação da República.
“Eu fiz uma dissertação de mestrado sobre 1º de maio no Rio de Janeiro e constatei isso: 1890. O significado no Brasil, porém, foi diferente, afirmou o professor. Não foi de confronto. Por isso, dá impressão que não existiu. Foi uma coisa de cidadania, de manifestação do direito republicano.”
“A classe operária era muito segmentada. Mal comparando, é como o povo das comunidades, que hoje é segmentado. Então, ninguém sabe o que acontece lá, não tem serviço. A classe operária era quase um gueto. Os operários se esforçavam para serem cidadãos, mas isso foi em 1890”. Quando ocorreu o 1º Congresso Operário Brasileiro, em 1906, os anarquistas sindicalistas conseguiram mudar o significado. Aí passou a ser um dia de greve, um dia de guerra, um dia de luta de classes.”
Na década de 1920, os comunistas ocuparam o lugar dos anarcossindicalistas e começaram também a associar com a revolução. Isso foi até os anos de 1930, quando ocorreu a Revolução liderada por Getulio Vargas. “Aí, o Estado começou a se voltar para a questão do trabalho”.
Nos anos de 1938 e 1939, foi a proibida a comemoração como dia de greve e só em 1940 foi decretada a data como feriado. Segundo o professor Kocher, foi aí que o movimento operário perdeu a capacidade de monopolizar o significado do 1º de maio. “O presidente Getulio falava: Não precisa mais ser dia de greve, nós já estamos fazendo a legislação”.
E, então, a data deixou de ser Dia do Trabalhador para ser Dia do Trabalho.
Significado
Ao longo dos anos, Bernardo Kocher concluiu que a data passou a significar quase nada. “Tanto que isso já foi dito várias vezes e você tem que fazer entrevista, porque a cultura se perdeu. Eu não sei de nenhuma manifestação operária. Sei que é feriado e assim ficou.”
Na concepção do professor da UFF, o próprio mundo do trabalho mudou muito no decorrer do tempo. A jornada de 8 horas foi incorporada.
“A classe operária perdeu protagonismo com a intervenção estatal na economia e no mundo do trabalho. Isso em todo o planeta. E foi perdendo o significado”. Hoje, o número de trabalhadores industriais em relação à população economicamente ativa é bem menor do que era na época das lutas operárias. Vários setores industriais vêm usando tecnologia, flexibilização, importam partes da China, e isso acabou modificando totalmente o conteúdo da classe operária, manifestou Kocher. “E se perdeu um pouco essa memória coletiva. Se não fosse feriado, ninguém praticamente ia se preocupar”.
Jornada 6×2
Ao ser indagado sobre o projeto de redução da jornada de trabalho 6×2, Bernardo Kocher avaliou que se trata da mesma discussão do 1º de maio. “É igualzinho. Eu li os jornais da época (do início da República) e estou vendo a mesma palavrória. Os argumentos são os mesmos”.
Ele destacou que a produtividade hoje é imensa e o empresário tem mil recursos para aumentar a produtividade, mas não quer ceder.
Segundo o professor, embora um dia a menos de trabalho se faça necessário para a vida humana, mas não para o capital, o empresariado não quer assumir.
“Ele quer que o Estado assuma, alega que tem que cortar benefícios dos trabalhadores, cortar o salário principalmente. A última análise é isso aí, diminuir o salário. É a mesma situação.”
No passado, com a redução da jornada para 8 horas/dia, o trabalhador produziu mais e melhor, houve mais emprego, mais consumo. “Então; se perde por um lado, ganha pelo outro. Isso só ocorreu no passado com a intervenção do Estado obrigando. Foi uma ditadura (Getulio Vargas) que obrigou, porque todo o mundo já estava fazendo isso. A Revolução Russa, por exemplo, ameaçou e obrigou os empresários a cederem”. Segundo expressou, os governos tiveram que entrar na questão “porque não ia ter auto-regulamentação nenhuma”.
A Reforma da Previdência de 2019, que foi o principal projeto da equipe do ministro Paulo Guedes, na gestão do então presidente Jair Bolsonaro, consolidou na Constituição Federal que a aposentadoria compulsória para servidores públicos (União, Estados e Municípios) ocorra automaticamente aos 75 anos de idade, com proventos proporcionais.
Na avaliação de Bernardo Kocher, a emenda provocou a perda de direitos trabalhistas ao dar aos empresários a opção de demitir os trabalhadores celetistas com 75 anos de idade sem direito a receber indenização pelo tempo trabalhado, nem à multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
“Eles estão há décadas cortando direitos, porque o mundo do trabalho mudou muito. O mundo hoje é de serviços. A competição é global, a China produz tudo muito mais barato. Então, se a classe trabalhadora está vulnerável, essa legislação (da emenda Paulo Guedes) passa”.
Para o professor da UFF, a perspectiva para o trabalho não é nada boa. “Hoje, o mercado domina o mundo do trabalho. E isso leva à precarização, leva à pejotização (contratação de pessoas jurídicas), à redução de salários e o Estado não quer intervir mais na economia.”
Sociologia do trabalho
Na ótica do professor de Sociologia do Trabalho do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS/UFRJ), Marco Santana, o 1º de Maio mantém um significado profundamente político, ainda que seu sentido tenha se transformado ao longo do tempo.
“É, como se diz, dia de luta e luto. Ele surgiu no final do século 19 como um dia de luta, ligado à memória das greves operárias de 1886 em Chicago, que reivindicavam a jornada de oito horas e foram violentamente reprimidas.”
De acordo com Santana, desde então, o 1º de Maio simboliza a afirmação de que os direitos trabalhistas não são concessões naturais do progresso ou mesmo das classes dominantes, mas conquistas obtidas por meio de lutas, conflito social e organização coletiva.
Ao longo do século 20, o dia, marcado por um feriado, acompanhou a consolidação dos direitos do trabalho em muitos países, por meio de legislação trabalhista, sindicatos reconhecidos, previdência social e limites à jornada. Em vários contextos, porém, esse caráter combativo acabou por ser institucionalizado.
“O 1º de Maio passou a ser celebrado como data cívica, com cerimônias oficiais e discursos, muitas vezes esvaziando sua dimensão de protesto e de críticas ao capitalismo”, disse, em entrevista à Agência Brasil.
Marco Santana observou, entretanto, que no século 21, o significado do 1º de Maio volta a se tensionar. “As transformações recentes do mundo do trabalho — como a precarização, a informalidade, o trabalho por aplicativos, o enfraquecimento sindical e a redução drástica de direitos laborais — recolocam o 1º de Maio como um dia de denúncia e reinvenção das lutas trabalhistas”.
Ao mesmo tempo, as pautas se ampliaram. “Não se trata apenas e somente do emprego industrial clássico, mas também do trabalho de cuidado, do trabalho racializado, das questões ambientais e da relação entre trabalho, tecnologia e vida. A luta contra a escala 6×1, por vida além do trabalho, por exemplo, é uma pauta central e inescapável nesse 1º de Maio em nosso país”.
No entender do professor do IFCS/UFRJ, o 1º de Maio expressa hoje uma dupla dimensão: é memória histórica das lutas que fundaram direitos sociais e, simultaneamente, um alerta sobre sua fragilidade. “Mais do que comemorar conquistas passadas, o feriado reafirma que o direito ao trabalho digno, ao tempo livre e à vida para além da mercantilização continua sendo uma questão aberta e disputada”.
Outras datas
Nos países onde o dia 1º de maio não é feriado oficial, são organizadas manifestações nesta data, em defesa dos trabalhadores. Por outro lado, algumas nações celebram o Dia do Trabalhador em outras datas.
Um exemplo é a Nova Zelândia, que celebra o Dia do Trabalho na quarta segunda-feira de outubro, em homenagem à luta dos trabalhadores locais, que levou à adoção da jornada de 8 horas diárias, antes da greve geral que resultou no massacre nos Estados Unidos.
Na Austrália, o Dia do Trabalho varia de acordo com a região. Já os Estados Unidos e o Canadá celebram o Dia do Trabalho na primeira segunda-feira de setembro. Nos Estados Unidos, a escolha teria como objetivo evitar associar a festa do trabalho com o movimento socialista, então com alguma relevância no país.
A sessão convocada para analisar o veto integral à Lei da Dosimetria já começou com diversas questões de ordem. O problema era o seguinte: um dos artigos da Dosimetria contradiz a Lei Antifacção, que trata de progressão de pena para crimes hediondos.
Enquanto a Antifacção aumentou para 70% o cumprimento de pena antes da progressão para crimes hediondos, a Dosimetria reduz. O que iria beneficiar não só os condenados pelos atos golpistas mas todos os condenados por crimes como estupro, latrocínio e homicídio qualificado. Depois de muita confusão e interrupções em plenário, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, leu a decisão com base em parecer técnico da Casa. Esse artigo que conflitava com a Lei estava de fora da votação desta quinta-feira. Seria considerado prejudicado.
“Essas normas, caso tivessem o seu veto derrubado, revogariam as novas regras de progressão de regime trazidas pela Lei Anticrime. Desta forma, cabe à presidência compatibilizar a intenção do legislador em ambas as matérias, reconhecendo a prejudicialidade da parte do veto que foi objeto da Lei Anticrime.”
Ele ainda disse que era uma questão de temporalidade. A Lei Antifacção foi sancionada em março agora, depois da Dosimetria. E não era a intenção na derrubada de veto de flexibilizar regime de pena para outros crimes hediondos.
Lembrando que, para derrubar um veto é preciso maioria dos votos da Câmara e do Senado contados separadamente.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou membros de uma facção criminosa e revelou detalhes de um plano para matar o delegado Luciano Augusto, titular da 85ª Delegacia de Polícia Civil de João Câmara.
De acordo com a denúncia, uma advogada teria utilizado visitas prisionais para repassar ordens de um líder detido aos membros do grupo em liberdade. Entre as determinações, houve o planejamento de um atentado contra o delegado, motivado pelas operações realizadas pela Polícia Civil na região.
As investigações apontam que uma organização criminosa atuava no tráfico de drogas e no controle de territórios em João Câmara e Caiçara do Norte, com estrutura hierárquica definida e divisão de funções entre os membros.
Segundo o MPRN, o líder do grupo comandava as ações de dentro do sistema prisional e contava com a intermediação da advogada para manter a comunicação com os comparsas. A purificação indica que essa dinâmica era fundamental para a continuidade das atividades ilícitas.
Sem plano para executar o delegado, os investigados buscavam adquirir armamento de alto calibre. A intenção, conforme a denúncia, seria enfraquecer o combate ao crime organizado na região.
As provas reunidas incluíram mensagens extraídas de celulares apreendidos, que também revelaram regras internas da facção para evitar investigações, como exclusão de conversas e uso de senhas. O material ainda aponta práticas de intimidação e proteção contra pessoas que descumprissem ordens do grupo.
Durante a operação policial, foram apreendidos itens ilícitos, incluindo armas, munições e drogas. Parte dos investigados já possuía antecedentes criminais.
Ao MPRN, o delegado Luciano Augusto afirmou que as ameaças estariam relacionadas aos prejuízos causados pelas ações policiais. “As forças de segurança do Estado tomaram todas as medidas de segurança pessoal para mim e toda a equipe. Ameaças e planos de execução jamais farão com que deixemos de combater o crime”, declarou.
Após a descoberta do plano, o apontado como líder da facção e um irmão dele foram transferidos para o sistema penitenciário federal.
Nota da OAB
Em nota oficial, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio Grande do Norte informou que tomou conhecimento da investigação e que atua para garantir que os direitos da advogada sejam respeitados, conforme o Estatuto da Advocacia.
A entidade destacou que não compactua com práticas ilegais e afirmou que as denúncias serão apuradas com rigor pelo Tribunal de Ética e Disciplina. A OAB ressaltou ainda que as questões de mérito serão tratadas pela defesa pertinentes.
Há um mês, no dia 29 de março, um evento marcou a inauguração da Escola Municipal Vereador Inácio Miranda dos Santos, em Parelhas. No entanto, a solenidade ficou marcada pela declaração do senador Styvenson Valentim, que afirmou que os oficiais da PM ganhavam dinheiro sem fazer nada , deixando a apresentação longa dos holofotes. O que chama a atenção é que na ocasião o prefeito Dr. Tiago Almeida (PSDB) destacou que a obra foi custeada com uma emenda do senador que seria para a saúde.
“Estou precisando reformar uma escola. O senador disse: ‘Quanto você precisa?’. Eu disse: dois milhões. Ele disse: ‘Eu não tenho isso na educação, mas eu vou fazer o seguinte com você. Eu vou mandar para a saúde, o que você gastaria na saúde de recurso próprio, você usa para reformar a escola’. Eu disse: ‘feito'”, declarou o prefeito no evento.
Ainda na sua fala, dr. Tiago Almeida ressaltou que a reforma foi feita com os recursos do senador, mesmo o repasse não sendo destinado para tal ato. “É por esse motivo que eles dizem que não foi o senador que fez, mas foi senador que fez. É bom que vocês entendam, para que vocês saibam explicar e não caiam no conto da sereia. O senador não tinha emenda da educação, então ele aportou dois milhões a mais para que eu construísse a escola. Então, essa escola foi de Styvenson”, completou.
Além disso, o nome do senador consta na placa de inauguração da escola. “Obra financiada com recurso de: emenda parlamentar do senador Styvenson Valentim e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação”, destaca a placa. Procurada, a assessoria do senador Styvenson Valentim informou que não tinha ciência sobre o assunto e ainda não se posicionou sobre a situação.
Créditos da foto: Alfredo Sergio / Durante a operação, haverá reforço no policiamento ostensivo e na fiscalização de condutas de risco
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia, nesta quarta-feira (30), a Operação Dia do Trabalho 2026 nas rodovias federais que cortam o Rio Grande do Norte. A mobilização segue até o domingo (4) e tem como objetivo reduzir a ocorrência de sinistros de trânsito e preservar vidas durante o período de maior fluxo nas estradas.
Com a configuração de um feriado prolongado, a PRF prevê aumento significativo na circulação de veículos nos principais corredores de deslocamento no estado.
Durante a operação, haverá reforço no policiamento ostensivo e na fiscalização de condutas de risco, com foco no combate à embriaguez ao volante, excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas e o não uso de equipamentos obrigatórios, como cinto de segurança e capacete.
Além da fiscalização, a PRF chama a atenção para o risco de colisões traseiras, um dos tipos de sinistros mais frequentes nas rodovias federais. Esse tipo de acidente geralmente está associado à desatenção e à falta de distância segura entre veículos, especialmente em trechos de maior fluxo ou retenção.
A orientação é que os condutores mantenham distância segura do veículo à frente, redobrem a atenção em trechos urbanos e não ultilizem o celular ao volante, principal fator de distração.
A PRF também reforça a importância do planejamento da viagem, alertando para a verificação das condições do veículo.
Restrição de tráfego
Haverá restrição temporária de tráfego para veículos de carga em rodovias federais de pista simples no Rio Grande do Norte. A medida será aplicada nos dias 30 de abril, 1º e 3 de maio. A restrição abrange veículos ou combinações de veículos, com ou sem Autorização Especial de Trânsito (AET) ou Autorização Específica (AE), que excedam os limites de metros e largura.
Dicas de segurança
Mantenha distância segura do veículo à frente;
Evite distrações, como o uso do celular ao volante;
Respeite os limites de velocidade;
Não dirija sob efeito de álcool;
Utilize o cinto de segurança e equipamentos obrigatórios;
Faça a revisão do veículo antes de viajar;
Redobre a atenção em trechos urbanos e de maior fluxo;
Realize ultrapassagens apenas em locais permitidos.
Reforço na fiscalização de motocicletas no Oeste Potiguar
A Polícia Rodoviária Federal aumentou a fiscalização de motocicletas nas cidades do Oeste Potiguar. De acordo com os dados apontados pela PRF, 48% dos proprietários de motocicletas não possuem CNH no RN. Em relação aos veículos roubados, quase 60% são motocicletas.
Escola Municipal 4º Centenário, no Alecrim, não teve aulas na manhã desta quinta-feira (30) — Créditos da Foto: Thiago César
Aulas em escolas da rede municipal de Natal foram suspensas nesta quinta-feira (30) por causa de uma paralisação de professores, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte). A categoria cobra da Prefeitura reposição salarial e melhores condições de trabalho.
A paralisação tem duração de 24 horas. Segundo o sindicato da categoria, a maioria das unidades não abriu as portas nesta quinta (30). O prefeitura, no entanto, não informou quantas escolas foram afetadas pelo ato.
A categoria cobra reajuste de 4,6% e reclamam de uma defasagem de cerca de 60% nos salários, da infraestrutura das escolas e o formato de convocação dos aprovados no último concurso.
“Queremos uma audiência com o prefeito Paulinho Freire, nós não tivemos reunião para debater nossa pauta com ele. Precisamos fazer essas discussões. Em Natal vivemos uma situação de desestruturação do magistério, com 60% de perdas para os professores que já estavam na rede e uma lei que rebaixou o salário para os professores que estão chegando”, afirmou o coordenador do Sinte, Bruno Vital.
O secretário municipal de Educação, Aldo Fernandes, afirmou que recebeu com surpresa a informação sobre a mobilização organizada pelo sindicato dos professores. Segundo ele, a gestão municipal mantém uma mesa permanente de negociação com a categoria, o que seria considerado o espaço adequado para discutir as demandas apresentadas.
O secretário destacou que, na mesa, estão sendo debatidos temas como a lei do último concurso público, que ampliou em 300 o número de vagas.
“É lá também que estamos apresentando para construir, a médio e longo prazo, possíveis reposições salariais, com prudência, construindo caminhos a quatro mãos. E onde estamos trazendo informações sobre as nossas manutenções e nossos investimentos”, disse.
Ainda de acordo com o titular da pasta, mais de 80% das unidades já passaram por serviços de manutenção, além de ações de climatização e modernização.
Tatiana Barbosa do Nascimento foi presa suspeita de falsificar certificado da OAB e atuar para organizações criminosas no Espírito Santo — Créditos da Foto: Divulgação/PCES
Uma mulher de 55 anos, suspeita de uso de documento falso e exercício irregular da advocacia, além de atuar com diversas organizações criminosas no Espírito Santo, foi presa nesta quarta-feira (29), em Itapemirim, no Sul do estado, durante a Operação Falsária 2.
Segundo a Polícia Civil, em 2017, Tatiana Barbosa do Nascimento fraudou um certificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para obter inscrição e carteira funcional, e, desde então, atuava como advogada de forma irregular.
Dessa forma, a investigada atendeu mais de 200 internos do sistema penitenciário capixaba. Segundo a polícia, ela também colaborava e intermediava recados entre detentos e também pessoas fora das unidades prisionais. inclusive, atendia a presos ligados a facções criminosas.
Em dezembro de 2025, Tatiana já tinha sido alvo da polícia durante primeira fase da operação. Na ocasião, ela prestou depoimento e foi liberada, e os policiais apreenderam a carteira falsa da OAB, bilhetes de detentos e documentos na casa da suspeita.
O mandado de prisão preventiva contra Tatiana foi expedido na terça (28). Na mesma decisão, a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo e determinou a suspensão do exercício da advocacia pela investigada.
A investigada foi indiciada por 12 casos de uso de documento falso no CDP aqui de Marataízes, região onde a investigação se concentrou. O inquérito também foi encaminhado a outros municípios do Espírito Santo e à Paraíba, onde há indícios de novos crimes.
Procurada, a OAB/ES informou que aplicou suspensão preventiva de 90 dias (12/12/2025 a 11/03/2026) à advogada e justificou que “a cautelar fundamentou-se em graves ocorrências ético-disciplinares verificadas no sistema prisional”.
A seccional comunicou os fatos à OAB da Paraíba para apuração de mérito e da regularidade da inscrição da profissional. Por fim, a OAB-ES informou que novas providências administrativas estão sendo adotadas em razão dos desdobramentos do caso.
Certificado falso
Segundo as investigações, a mulher falsificou um certificado de aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com data de 1992, 23 anos antes de concluir o curso de Direito, o que só ocorreu em 2015.
Com o documento falso, a suspeita solicitou por e-mail, uma segunda via do certificado à OAB da Paraíba, em outubro de 2017. Assim, conseguiu obter a inscrição e a carteira de advogada sem que a documentação fosse devidamente verificada.
A polícia consultou a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela elaboração organização e aplicação do Exame de Ordem Unificado da OAB, que não localizou qualquer aprovação da investigada entre 2015 e 2017.
Depois disso, a OAB-PB também consultada e a fraude confirmada.
“Aprofundamos mais a solicitação e pedimos à OAB da Paraíba para comprovar, qual foi a aprovação dela no no concurso da Ordem. E eles nos enviaram um de um certificado de que ela teria sido aprovada em 1992, anos antes da sua conclusão do curso de Direito, em 2015. Ela não esteve teve na na Paraíba, foi enviado tudo por e-mail”, apontou o titular da Delegacia de Polícia (DP) de Marataízes, delegado Thiago Viana.
Investigada realizou mais de 200 atendimentos
As investigações apontaram que a mulher realizou 218 atendimentos a internos do sistema penitenciário capixaba, a maioria em unidades de segurança máxima.
Entre os presos atendidos estariam integrantes e lideranças de facções criminosas como Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC), Primeiro Comando de Vitória (PCV) e Associação Família Capixaba (AFC).
De acordo com as investigações, durante esses atendimentos, ela colaborava e intermediava recados entre detentos e também pessoas fora das unidades prisionais.
Há ainda um registro de uma visita ao traficante Cleuton Gomes Pereira, o Frajola, apontado como liderança da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV).
Considerado de alta periculosidade, ele foi transferido para o Sistema Penitenciário Federal em 13 de abril de 2026.
Segundo o delegado Viana, a mulher chegou a se casar com um dos presos que visitava, o que corroborou com a suspeite de que ela atuava como ‘pombo-correio’ do tráfico.
“Ela veio a se a casar com esse preso, sendo que ela tem um companheiro que vive com ela. Com essas informações solicitamos dados sobre as visitas e visualizamos que poderia se tratar de uma pessoa trabalhando como pombeiro de facções criminosas.Fizemos solicitamos a busca na casa dela, que aconteceu na primeira fase, em dezembro. Na busca nós recolhemos diversos documentos, entre eles os documentos que ela enviou para a OAB-PB”, disse.
Quando foi ouvida pela polícia em dezembro, Tatiana confessou ter fraudado o documento, mas negou participação em organizações criminosas.