Justiça: Pesquisa que colocou Álvaro na frente vira caso de polícia; MP manda PF abrir inquérito

Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN). Foto: Divulgação/ TRE-RN – Procuradoria Regional Eleitoral aponta indícios de irregularidades no levantamento RN-08092/2026 e pede perícia no sistema de coleta.

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) a instauração de inquérito pela Polícia Federal para investigar possíveis irregularidades na pesquisa eleitoral RN-08092/2026, realizada pela empresa Média Inteligência em Pesquisa Ltda. O parecer aponta indícios, em tese, de divulgação de pesquisa fraudulenta, embaraço à fiscalização e possível falsidade ideológica eleitoral.

O levantamento foi divulgado em 9 de julho e colocou Álvaro Dias à frente na corrida pelo Governo do Estado, com 33,2% das intenções de voto. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 3 e 8 de julho, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Segundo a PRE, a empresa não cumpriu integralmente uma decisão judicial que determinava o acesso de um partido político ao sistema interno de controle da pesquisa e aos documentos utilizados na coleta de dados. Para o Ministério Público Eleitoral, a conduta teria dificultado a fiscalização prevista na legislação eleitoral.

O parecer também relaciona inconsistências que deverão ser esclarecidas, entre elas entrevistas registradas antes do cadastro oficial da pesquisa, divergências nas coordenadas de GPS, incompatibilidades na execução do trabalho de campo e alterações em informações encaminhadas à Justiça Eleitoral.

A Procuradoria solicita que a Polícia Federal realize diligências, incluindo perícia técnica no sistema de coleta de dados, para verificar a origem dos registros e apurar se houve a prática de crimes eleitorais. O pedido ocorre após o TRE-RN já ter apontado indícios de irregularidades em pesquisas eleitorais e remetido informações à PRE.

A decisão sobre a abertura do inquérito caberá ao TRE-RN. O pedido da Procuradoria não representa condenação nem conclusão definitiva sobre fraude: os fatos ainda dependem de investigação, perícia e manifestação dos envolvidos. Informações são do AgoraRN.

📝 Da Redação
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