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Politica: Investigados no STF, Agripino e Rogério pedem combate à corrupção

Cefas
Carvalho
– Os protestos realizados no último domingo, dia 13,
 que mobilizaram milhões de pessoas em quase todas as capitais do país
pediam basicamente a saída (por impeachment ou renúncia) da presidenta Dilma
Rousseff (PT) e o combate à corrupção, um dos problemas endêmicos da política
brasileira. Mas não passou desapercebido por jornalistas, internautas e
população em geral uma contradição, ou para usar palavra mais exata, uma
hipocrisia: havia políticos envolvidos em casos de corrução pedindo o fim da…
corrução.
No Rio Grande do Norte, dois destes
“manifestantes contra a corrução” saltaram aos olhos: o senador José
Agripino Maia (DEM) e o deputado federal Rogério Marinho (PSDB).
O primeiro tem inquérito aberto no Supremo
Tribunal Federal (STF)  para investigar possíveis crimes de corrupção
passiva e lavagem de dinheiro. O STF atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral
da República (PGR), que acusa o parlamentar de receber propina da empreiteira
OAS nas obras de construção do estádio Arena das Dunas, em Natal, para a Copa do
Mundo de 2014.
As suspeitas contra o senador surgiram em
depoimentos de investigados na Operação Lava Jato, mas a PGR pediu que o
inquérito não fosse remetido ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos
oriundos da operação no Supremo. Para a procuradoria, as acusações não estão
relacionadas com os desvios de recursos da Petrobras, principal linha de
investigação da Lava Jato.

É FANTÁSTICO
E teve mais: Agripino foi destaque (negativo) no
programa Fantástico de 22 de fevereiro de 2015, quando foi denunciado pelo
empresário George Olímpio, que  entre 2008 e 2011 montou um instituto para
prestar serviços de cartório ao Detran do estado. O instituto tinha a função de
cobrar uma taxa de cada contrato de carro financiado no Rio Grande do Norte. Mas,
segundo o Ministério Público, nessa taxa estava embutido o custo da propina.
Em um dos trechos de seu depoimento, Olímpio cita
o senador Agripino. Segundo o empresário, Agripino teria pedido mais de R$ 1
milhão no ano de 2010, em um encontro no próprio apartamento do político.
“Subimos para parte de cima da cobertura de José Agripino, começamos a
conversar e ele disse: ‘É, George, a informação que nós temos é que você deu R$
5 milhões para a campanha de Iberê [governador na época]’”, afirmou. 
Os processos seguem no STF à espera de julgamento.
ROGÉRIO
Já o deputado Rogério Marinho responde a três
processos no âmbito do Supremo Tribunal Federal. O primeiro deles teve origem
na Justiça estadual do RN. Chegou ao Supremo em 2007. Mesmo que não se saiba
muito sobre ele, a não ser que se trata de investigação sobre “corrupção
passiva”, sabe-se também que houve movimentações no âmbito da Polícia
Federal. Também que se refere a período em que Alexandre Magno de Sousa, na
época braço direito de Rogério, foi condenado por falsificar documentos quando
de cessão ao estado.
O 2º inquérito chegou ao STF em 2010 e, em virtude
de constarem diversos ofícios com solicitações de informações à Câmara de Natal
 tudo indica que é investigação relacionada à gestão de Rogério no quando
presidente da Câmara. Teve origem no Tribunal de Contas Estadual e diz respeito
à prestação de contas.
O último inquérito é mais recente: subiu à Corte
em dezembro de 2011.  O site do STF identifica como origem a Justiça
Federal.  Esse inquérito tem um corréu, identificado pelas iniciais F. das
C. de S. R.  Também  não veio à tona seu teor, embora o nome de
Rogério esteja lá.
E mais recentemente Rogério virou destaque (também
negativo) nas redes sociais ao internautas perceberem o nome de sua esposa na
lista dos funcionários com supersalários na Assembléia Legislativa. Acusada de
ser “fantasma”, nem ela nem Rogério se defenderam. Preferiram ir às ruas
protestar contra a corrupção.
Potiguar Noticias
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