Economia: Com a possibilidade de criação de um novo polo de petróleo offshore voltou a movimentar as expectativas econômicas no RN, com destaque para a região do litoral da Costa Branca potiguar

Créditos da Foto: Divulgação/Petrobras

A possibilidade de criação de um novo polo de petróleo offshore voltou a movimentar as expectativas econômicas no Rio Grande do Norte, com destaque para a região de Areia Branca, no litoral da Costa Branca potiguar. A renovação da licença ambiental para a perfuração do poço Mãe de Ouro, localizado a cerca de 52 quilômetros da costa do município, é tratada pelo governo estadual como um passo estratégico para a expansão do setor de petróleo e gás no estado.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec), a descoberta poderá abrir caminho para a formação de um novo cluster petrolífero marítimo, com potencial de injetar mais de R$ 5 bilhões na economia e elevar em até 30% o Produto Interno Bruto estadual, caso a viabilidade comercial da área seja confirmada.

Além do poço Mãe de Ouro, a autorização concedida pelo Ibama também contempla as áreas de Inhame e Taianga. Juntas, elas integram uma faixa considerada promissora para a exploração offshore no litoral potiguar. A estimativa é de que a produção possa alcançar até 100 mil barris por dia, volume superior ao que o estado registra atualmente.

A perspectiva reforça a importância de Areia Branca dentro desse novo ciclo de desenvolvimento energético. Pela localização estratégica e proximidade com a área de exploração, o município aparece como um dos principais beneficiados caso o projeto avance para a fase comercial. A expectativa é de reflexos diretos na geração de empregos, fortalecimento da cadeia produtiva, crescimento da movimentação econômica e ampliação da arrecadação de royalties e tributos.

Outros municípios da Costa Branca, como Mossoró e Guamaré, também podem ser impactados positivamente pela eventual consolidação do novo polo. A Petrobras prevê iniciar a perfuração em junho. O trabalho de campo deve durar cerca de três meses, seguido por aproximadamente seis meses de análises técnicas para confirmar o potencial produtivo da área.

Hoje, o setor de óleo e gás já tem peso relevante na economia potiguar. De acordo com dados citados no levantamento, a atividade em terra representa cerca de 40% do PIB industrial do estado e responde por 23% da arrecadação de ICMS.

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