



Enquanto o município de Galinhos avança para concretizar uma solução histórica no abastecimento de água, em Guamaré o tema volta ao centro do debate público cercado por lembranças incômodas, promessas não cumpridas e cobranças que atravessam gestões.
Quem não lembra? Há alguns anos, o então prefeito Hélio Miranda anunciou com entusiasmo a chegada de um sistema de dessalinização por osmose reversa, apresentado como solução definitiva para os problemas hídricos do município. O equipamento, segundo discursos da época, estaria em processo de aquisição e até mesmo “no Porto de Santos”, pronto para transformar a realidade local.
Naquele tempo, uma viagem custeada por recursos públicos marcou a visita do prefeito Hélio, o Procurador Geral do Município Pedro Avelino, o Secretário Municipal de Obras Keke Rosberg e, inacreditavelmente, o Procurador Geral da Câmara Mauro Rebouças.
O tempo, no entanto, não confirmou a narrativa. O dessalinizador nunca se materializou como prometido, e a proposta passou a ser vista por críticos como um episódio simbólico de expectativas frustradas, um projeto que ganhou repercussão política, mas não saiu do campo das declarações.
Naquele contexto, uma das vozes mais contundentes e críticas contra a iniciativa foi a do então vereador Gustavo Santiago, hoje apontado como a voz do prefeito Hélio na Câmara Municipal. À época, ele criticou duramente os gastos relacionados ao projeto, incluindo pagamentos de apólices de seguro e investimentos que ultrapassariam a casa de um milhão de reais. Segundo relatos amplamente comentados no meio político local, as denúncias do vereador teriam ecoado no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, resultando em medidas cautelares que suspenderam o contrato e determinaram o bloqueio de bens de gestores envolvidos.
Agora, o cenário ganha um novo capítulo. Na última semana, o prefeito de Galinhos Hudson Matias anunciou a implementação de um sistema de dessalinização no município vizinho, uma iniciativa que, para muitos, representa a concretização de um sonho antigo na região.
O contraste é inevitável. Com menor população e arrecadação inferior, Galinhos avança em uma solução concreta para o abastecimento de água, tendo marcado na última semana o recebimento dos equipamentos para instalação do dessalinizador, enquanto Guamaré ainda convive com dificuldades estruturais no setor. A comparação tem alimentado críticas sobre gestão do prefeito Hélio, prioridades e sua capacidade de execução.
O caso expõe mais do que uma disputa política: revela a diferença entre planejamento e entrega. De um lado, o fracasso bancado por Hélio, por meio de um projeto que não se consolidou; de outro, a vitória de Galinhos por atuação do prefeito Hudson, uma ação que começa a sair do papel. No centro dessa equação está a população, que há anos aguarda respostas efetivas para um problema básico.
Na Guamaré dos palanques políticos de Hélio, continua cobrança permanente e o atraso constante. Essa repetição de promessas sem resultados concretos tem gerado desgaste e sensação de estagnação. Já em Galinhos, a expectativa é de que o novo sistema represente um marco no enfrentamento da escassez hídrica.
O episódio reforça uma máxima recorrente na gestão pública: mais do que anunciar, é preciso executar. E, nesse momento, o placar simbólico entre os dois municípios evidencia uma inversão de expectativas, onde o menor dá sinais de avanço, e o maior ainda busca respostas para antigos desafios. As informações são do Blog JD.




📝 Da Redação

























