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Centrais sindicais protestam no Centro de Natal nesta sexta

Representantes de entidades
sindicais e movimentos sociais fizeram um protesto na tarde desta sexta-feira
(13) no Centro de Natal. A
concentração foi às 15h, em frente à Catedral Metropolitana. Em seguida, os
manifestantes seguiram em caminhada até a Praça 7 Setembro, onde terminaram o
ato às 17h30.
De acordo com a assessoria de comunicação da
Polícia Militar do Rio Grande do Norte,
a manifestação começou de forma pacífica, por volta das 15h. Cerca de 1.500
pessoas participavam do ato às 16h45, segundo a PM. Segundo Fátima Cardoso,
presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (um dos organizadores do
protesto), cerca de 3 mil manifestantes estiveram no ato. Já segundo a CUT, 10
mil pessoas participaram do protesto.
Após a concentração em frente à Catedral, os
manifestantes seguiram em caminhada até a Praça 7 de Setembro, onde ficam as
sedes da Prefeitura de Natal, da Assembleia Legislativa e do Tribunal de
Justiça do Rio Grande do Norte.
De acordo com José Rodrigues Sobrinho, presidente
da CUT estadual, a convocação para o ato foi coletiva e não é possível precisar
a quantidade de entidades que participaram da manifestação.
Além da CUT, fizeram parte do protesto membros da
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil (CGTB), União Nacional dos Estudantes (Une), Sindicato
dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindipetro), Sindicato dos Servidores
Públicos de Natal (Sinsenat), Sindicatos dos Rodoviários (Sintro) e Sindicato
dos Trabalhadores em Educação (Sinte).
Também participaram da manifestação representantes
da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Movimento dos
Sem-Terra (MST), Movimento Pela Libertação dos Sem-Terra (MLST), União da
Juventude Socialista (UJS), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
(CTB), Levante Popular da Juventude.
A senadora Fátima Bezerra (PT), o deputado estadual
Fernando Mineiro (PT), e os vereadores Hugo Manso (PT), Fernando Lucena (PT) e
Cabo Jeoás ( PC do B) também estiveram presentes no protesto.
Os manifestantes carregaram faixas e cartazes e
gritaramm palavras de ordem, acompanhados de um carro de som.
Segundo o presidente da CUT no RN, José Rodrigues
Sobrinho, o ato foi construído coletivamente e representa a luta pela
democracia. “Estamos aqui em defesa da Petrobrás, mas também pela democracia,
pela garantia da soberania nacional, e pela manutenção dos direitos dos
trabalhadores”, disse.
Fátima Cardoso, presidente do Sindicato dos
Trabalhadores em Educação do RN (Sinte/RN), também defendeu a aplicação dos
royalties do Petróleo na educação. “Nós defendemos a soberania do povo
brasileiro. Isso aqui não deixa de ser um ato em favor do governo federal, da
presidenta que foi eleita com o voto popular, em uma eleição democrática”.
De acordo Pedro Henrique Santos, presidente
estadual da União da Juventude Socialista (UJS), o importante foi defender a
democracia. “Nossa motivação é defender que a democracia continue. O
principal mote é a reforma política. Achamos que o movimento social precisa
avançar nas conquistas que já conseguimos. É preciso aprofundar a democracia no
país”, disse.
Vando Rodrigues, militante à frente do Movimento
de Libertação dos Sem Terra (MLST), ressaltou que quer garantir as conquistas
do movimento. “Fomos à governadoria protestar pela posse dos assentamentos
e estivemos na Caixa para pedir a construção e a reforma das casas dos agricultores.
Estamos aqui em protesto pela continuidade do governo federal e pelas
conquistas já garantidas pelo movimento”, falou.
Wangle Alves, vice-presidente estadual da União
Nacional dos Estudantes (UNE), destacou a importância da reforma política.
“Viemos fazer pressão por uma reforma política no país e pedir para que
caia o financiamento público de campanha. Além disso, a política precisa
respeitar a democracia. Nós acabamos de eleger uma presidente e não se pode
desrespeitar a soberania de uma nação em detrimento de uma classe
insatisfeita”, afirmou.
José Araújo, coordenador geral do Sindicato dos
Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte (Sindpetro/RN), reafirmou a
defesa da Petrobras. “O maior patrimônio do povo brasileiro é a Petrobras
e ela deve servir, de fato, para a população do nosso país, e não ao capital
estrangeiro. Reinvidicamos por uma Petrobras 100% pública, estatal e integrada
a um projeto de desenvolvimento nacional”, explicou. 
A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos
de Natal (Sinsenat), Soraia Godeiro, afirmou que o movimento buscava a
consolidação da democracia no país. “Tivemos um processo eleitoral democrático
e agora precisamos cobrar a implantação do programa de governo eleito pelo
povo. Qualquer atitude golpista pode trazer sérios danos às conquistas do
trabalhadores. Queremos a reforma política, a reforma fiscal – mas não com a
retirada dos direitos dos trabalhadores e sim com a taxação das grandes
fortunas”, afirmou.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
também participou da manifestação. A representante do MST Jailma Lopes afirmou
que o ato visava “a defesa da soberania popular e buscava a reforma política
através de uma constituinte”.
O representante da Federação dos Trabalhadores na
Agricultura Familiar (Fetraf), José Mota Junior, disse que, além de defender a
Petrobrás, o movimento defende a democracia e luta contra o retrocesso do país.
“A Petrobrás é nossa e querem entregá-la ao capital privado e estrangeiro. Nós
somos contra. Se há problema que seja apurado e os responsáveis punidos,
independente de partidos. Nós defendemos a democracia, não queremos um
retrocesso. Tá ruim? Tá. Mas pior era na ditadura militar onde ninguém tinha
direito a nada”.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em
Educação (CNTE) também estava representada no ato. O professor Francisco de
Assis, que representa a CNTE no RN, afirmou que a luta também é para que os
royalties do Petróleo e do Pré-Sal sejam aplicados na educação.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários do RN,
Nastagnan Batista, afirmou que “não é mudando a presidente que a coisa vai
mudar, é cobrando do governo”.

G1.RN
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