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Brasil: Caminhoneiros chamam de ‘esmola’ e ‘deboche’ auxílio de R$ 400 do governo

Foto reprodução

Representantes dos caminhoneiros criticaram duramente a proposta do governo federal de conceder auxílio mensal de R$ 400 para a categoria, como forma de amenizar os gastos com a alta do preço do diesel. Para líderes da classe, o valor irrisório está longe de melhorar a situação dos motoristas. Eles mantêm a reivindicação de que o governo adote medidas que estabilizem o preço do combustível nos postos, como a criação de um fundo para amortecer os aumentos e o fim da Paridade dos Preços de Importação (PPI).

Presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, atacou a proposta. “Ontem o governo federal recebeu R$ 8,8 bilhões dos lucros da Petrobras, os acionistas receberam R$ 24 bilhões. Agora, Bolsonaro me vem com a proposta de R$ 400 de voucher para os caminhoneiros”, diz Chorão. “Lira tem que procurar algum amigo que seja transportador para se informar se isso vai fazer algum efeito para a categoria. É uma esmola”.

Plinio Dias, presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), afirma que a proposta não tem cabimento. “O governo está brincando com a categoria, já que R$ 400 hoje não dá nem para 100 litros de diesel, nem cobre os pedágios de uma viagem”, reclama Dias.

“Eles (integrantes do governo) estão totalmente fora de noção sobre o que é o transporte rodoviário. Enquanto o presidente Bolsonaro não ouvir os legítimos caminhoneiros que desde 2021 tentam avisar que a nossa situação está cada vez mais precária, não vai chegar a lugar algum”.

Também o principal representante da classe no Congresso critica a ideia do voucher. Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Caminhoneiro Autônomo e Celetista, o deputado Nereu Crispim (PSD-RS) diz que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes se superaram. “Essa proposta é um deboche, desespero total, estão como baratas tontas”, critica Crispim. “Pariram uma esmola eleitoreira que não paga a metade de uma recapagem de pneu. É preciso ter respeito”.

UOL

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