Guamare News

Análise: argumentos do MP para prisão de Lula são “frágeis” e “genéricos”

São “frágeis”, “genéricos” e
“sem fundamentos e fatos concretos” os argumentos utilizados pelos
promotores para pedir à Justiça a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, de acordo com a avaliação de juristas ouvidos pelo portal Uol. 
Entre outros argumentos, os promotores Cassio
Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo afirmam que o
ex-presidente “se vale de sua força político partidária para
movimentar grupos de pessoas que promovem tumultos e confusões generalizadas,
com agressões a outras pessoas, com evidente cunho de tentar blindá-lo do alvo
de investigações e de eventuais processos criminais, trazendo verdadeiro caos
para o tão sofrido povo brasileiro.”
O advogado e ex-ministro do STJ (Superior Tribunal
de Justiça) Gilson Dipp afirma que somente a capacidade de mobilização política
do ex-presidente Lula não é um argumento que, isoladamente, possa justificar um
pedido de prisão preventiva. Segundo Dipp, é preciso que sejam apresentadas
provas de que o ex-presidente tenha de fato tentado interferir no processo.
“Tem que haver no pedido de prisão preventiva elementos concretos que
digam que houve ameaça de testemunhas, que se está destruindo provas”, diz
o ex-ministro.
O caso, que se refere a um apartamento
tríplex no Guarujá que seria do ex-presidente, será analisado pela juíza
Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, que
não tem prazo para tomar a decisão. 
Uol
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