O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) realizou uma operação na madrugada desta sexta-feira (11), na Zona Leste de Natal, e apreendeu 16 motocicletas. A ação contou com o apoio do Esquadrão Águia e teve como objetivo combater irregularidades no trânsito.
Durante a fiscalização, os policiais também identificaram nove motociclistas que conduziam os veículos sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, a operação registrou uma ocorrência envolvendo um adolescente de 16 anos no bairro de Areia Preta.
Motocicletas apreendidas durante fiscalização
Segundo o CPRE, o adolescente tentou fugir depois que os policiais determinaram a parada. No entanto, ele perdeu o controle da motocicleta durante a tentativa de fuga e acabou alcançado pela equipe policial.
Conforme o comando, a motocicleta conduzida pelo adolescente apresentava escapamento irregular. O equipamento provocava emissão de ruídos excessivos, o que também caracterizou uma irregularidade identificada durante a fiscalização.
Além disso, o jovem tinha 16 anos e, portanto, não possuía idade mínima para obter a Carteira Nacional de Habilitação. A legislação brasileira exige idade mínima de 18 anos para a habilitação de condutores.
A fiscalização ocorreu durante a madrugada e concentrou esforços em pontos da Zona Leste de Natal. Dessa forma, a ação buscou identificar veículos e condutores em situação irregular, além de reforçar o cumprimento das normas de trânsito.
Veículos foram encaminhados para procedimentos
Após a abordagem, as 16 motocicletas apreendidas foram encaminhadas para os procedimentos previstos na fiscalização. Os veículos ficaram sujeitos às medidas administrativas correspondentes às irregularidades constatadas pelos agentes.
A ocorrência envolvendo o adolescente chamou atenção pela tentativa de fuga durante a abordagem. Segundo as informações divulgadas pelo CPRE, a ação terminou sem registro de acidente envolvendo terceiros.
A operação faz parte das ações de fiscalização realizadas pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual para combater infrações e aumentar a segurança no trânsito da capital potiguar.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin voltou a cobrar do também ministro André Mendonça o envio da íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Em novo ofício enviado nesta sexta-feira (11) ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, Zanin contestou a explicação dada mais cedo pelo relator do caso e insistiu que o material seja compartilhado com todos os ministros da corte antes do julgamento marcado para a próxima terça-feira.
Também nesta sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes reforçou essa cobrança em outro ofício a Fachin, endossando os argumentos de Zanin e afirmando que não cabe ao relator decidir sozinho quais documentos ficam acessíveis ao colegiado. Ele pediu a disponibilização imediata de toda a mídia apreendida com Vorcaro, incluindo a indexação já feita pela Polícia Federal com os softwares Cellebrite e IPed.
Explicação de Mendonça
O pedido original de Zanin havia sido encaminhado ao presidente do tribunal logo pela manhã. No documento, o ministro solicitou a íntegra dos dados extraídos de um celular apreendido com Vorcaro em novembro do ano passado, durante a Operação Compliance Zero.
Mendonça, então, respondeu que a mídia solicitada não está em seu gabinete. Segundo ele, o celular original de Vorcaro permanece sob custódia da PF desde que assumiu a relatoria do caso, em fevereiro, quando autorizou que a corporação seguisse seu fluxo ordinário de trabalho. E determinou que o material apreendido fosse guardado nos depósitos da própria Polícia Federal, em observância à cadeia de custódia prevista no Código de Processo Penal.
O ministro André Mendonça esclareceu ainda que recebeu, em março, apenas uma cópia de segurança dos dados extraídos do aparelho, entregue voluntariamente pela PF em um envelope lacrado, e que essa cópia segue lacrada e intocada até hoje.
Sigilo disputado
Para Zanin, porém, esse argumento não se sustenta. No novo despacho encaminhado ao presidente do STF, ele afirmou que a exigência de preservar a cadeia de custódia se aplica ao aparelho original, e não à cópia, e que cabe a cada ministro decidir quais elementos são necessários para formar sua convicção sobre o caso, independentemente de o relator, ministro André Mendonça, já os ter analisado.
O ministro Cristiano Zanin lembrou ainda que os advogados de Vorcaro já têm acesso a uma cópia integral do material, fornecida pela própria Polícia Federal, e argumentou que negar o mesmo acesso aos ministros da corte criaria uma contradição capaz de prejudicar o julgamento. Por fim, reiterou o pedido de que a mídia seja enviada em HD específico ou, alternativamente, que a PF distribua uma cópia a cada gabinete do Supremo.
A troca de ofícios ocorre em meio à disputa sobre o sigilo do caso, aberta depois que André Mendonça derrubou o segredo de justiça de parte dos procedimentos ligados ao Banco Master e Alexandre de Moraes cobrou acesso total à documentação, acusando o relator de seletividade. O tema será levado ao plenário do STF na próxima terça-feira, dia 15.
Créditos da foto: Luiz Silveira e Carlos Moura/STF
Ministros do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e Alexandre de Moraes mantêm discordância sobre a suposta ocultação de documentos no inquérito relacionado ao Banco Master. Na noite desta sexta-feira (11), em novo envio de mensagens direcionadas ao presidente do STF, Edson Fachin, os ministros voltaram a trocar farpas.
Após provocação de Moraes, que alertava para a ocultação de mais de 180 documentos, André Mendonça sustentou que todas as peças disponíveis foram publicizadas. E que eventuais diferenças no número das peças decorrem do sistema utilizado pelo STF.
Mendonça ainda afirmou que não poderia levantar os sigilos de todos os procedimentos vinculados à operação Compliance Zero, porque existem investigações em curso e dados bancários e fiscais protegidos.
Em resposta, Alexandre de Moraes apresentou prints do sistema que mostram que ainda existem documentos mantidos sob sigilo nos procedimentos em discussão.
O ministro ainda afirma que o levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizado por Mendonça serve para proteção ostensiva de determinado grupo político, e que não cabe ao relator escolher quais documentos devem estar acessíveis ao colegiado.
Moraes pede ao ministro Fachin a necessidade de acesso integral aos autos e defende que a restrição de acesso compromete o devido processo legal.
Até o fechamento da reportagem, Fachin ainda não havia se pronunciado.
Os bancários do Banco do Brasil encerraram a greve no Rio Grande do Norte após aprovarem o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentado pela instituição. Já os trabalhadores da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta do banco e decidiram manter a paralisação. As decisões foram tomadas em assembleias realizadas nesta sexta-feira (11).
No Banco do Brasil, a aprovação do ACT ocorreu após o acordo também ser aprovado em importantes bases sindicais do país. Segundo o Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte (SEEB-RN), a entidade criticou o uso da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) como instrumento nas negociações.
Durante as tratativas, os trabalhadores foram informados de que aqueles que não assinassem o ACT não receberiam a antecipação da PLR, prevista para 16 de setembro, e teriam que aguardar o pagamento até fevereiro de 2027.
Greve continua na Caixa
Na Caixa Econômica Federal, os bancários rejeitaram por unanimidade a proposta apresentada e aprovaram a continuidade da greve.
Entre os principais pontos de discordância está a proposta para o Saúde Caixa, que prevê o aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil.
A medida também estabelece uma cobrança adicional de R$ 150 por consulta em pronto-socorro fora do limite anual de coparticipação. A proposta mantém ainda as mensalidades conforme a faixa etária e prevê aumento dos custos para dependentes.
Um homem de 43 anos foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após apresentar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do próprio irmão durante uma abordagem na BR-427, em Serra Negra do Norte, no Seridó potiguar. O caso aconteceu na tarde desta sexta-feira (11).
A fiscalização ocorreu por volta das 17h30, no km 154 da rodovia. Os policiais abordaram uma Toyota Hilux branca e solicitaram os documentos do condutor.
Durante a fiscalização, o homem apresentou a CNH do irmão como se o documento fosse dele. Após a conferência das informações, os agentes identificaram a verdadeira identidade do motorista.
Na consulta aos sistemas, a equipe também verificou que a CNH do condutor estava vencida.
O homem recebeu voz de prisão por falsidade ideológica e foi encaminhado, junto com a ocorrência, para a Delegacia de Polícia Civil de Caicó, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.
Aeronave da Plus Ultra que pousou no Aeroporto Internacional de Natal — Créditos da Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
O Airbus A330 da companhia espanhola Plus Ultra que fez um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Natal, em São Gonçalo do Amarante, segue no local 18 dias após o incidente. Segundo a Zurich Airport Brasil, concessionária responsável pelo aeroporto, a aeronave permanece no pátio para serviços de manutenção feitos pela própria companhia aérea.
O pouso de emergência ocorreu em 23 de agosto, durante um voo que saiu de Buenos Aires, na Argentina, com destino a Madri, na Espanha. Os passageiros precisaram permanecer em Natal e seguiram viagem dois dias depois, em outra aeronave.
Segundo a Zurich, o avião está em uma posição do pátio e a permanência não causa impacto às demais operações do aeroporto.
A concessionária informou ainda que o aeroporto possui 28 posições para aeronaves e que, conforme regras regulatórias da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), há cobrança pela permanência da aeronave.
O g1 procurou a companhia aérea para saber qual problema foi identificado, se o avião já está apto a voar e quando deve deixar Natal, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.
Passageiros viajaram em outra aeronave
O voo PU502 saiu de Buenos Aires com destino a Madri quando precisou ser desviado para Natal em 23 de agosto. O pouso de emergência ocorreu após uma situação que levou a tripulação a solicitar prioridade para o pouso.
Os passageiros permaneceram em Natal até a chegada de outra aeronave da companhia, que os levou para Madri na noite de 25 de agosto, dois dias depois do incidente.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve a condenação de Elino da Silva Lima Paiva a 22 anos, 7 meses e 15 dias de prisão. O réu respondeu pelo homicídio de Josean Oliveira da Rocha, crime cometido no dia 9 de janeiro de 2025, em Alto do Rodrigues.
O acusado entrou em uma barbearia usando boné e máscara, simulando um assalto. Ele mandou que as pessoas presentes se deitassem no chão. Em seguida, o homem atirou contra a cabeça da vítima. Nada foi roubado do local ou das pessoas presentes. Josean Oliveira da Rocha recebeu socorro médico e foi levado ao hospital. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
O autor do crime fugiu em uma motocicleta. A Polícia Civil identificou o suspeito e realizou a prisão com autorização judicial. No seu interrogatório, o acusado confessou a prática da ação. O réu afirmou ter recebido pagamento para matar a vítima.
A investigação apontou que a motivação envolveu a promessa de recompensa paga pelo pai de uma mulher. Havia a alegação não comprovada de que a vítima teria divulgado um vídeo íntimo.
Histórico do caso
Testemunhas oculares reconheceram o acusado por meio de fotos e vídeos. A arma utilizada no crime foi um revólver calibre 38. O MPRN apresentou a denúncia na Comarca de Pendências. O processo foi desaforado para julgamento em Mossoró. Os jurados reconheceram que o homicídio ocorreu por motivo torpe mediante pagamento. Eles também confirmaram o uso de recurso que dificultou a defesa e o emprego de arma de fogo.
A decisão do Conselho de Sentença determinou a aplicação das qualificadoras previstas na lei. A Justiça fixou o cumprimento da pena em regime inicial fechado. A sentença determinou a execução imediata da prisão. A investigação sobre outros envolvidos e o mandante do crime segue em inquérito policial separado.
A Polícia Penal do Rio Grande do Norte confirmou a fuga de um interno da Penitenciária Agrícola Mário Negócio (PAM), em Mossoró, na região Oeste do estado. A ocorrência foi registrada no meio da manhã desta sexta-feira, 11 de setembro de 2026.
De acordo com a Polícia Penal, o interno Bartogaleno Alves Saldanha o “Bartô“conseguiu fugir enquanto realizava atividade laboral dentro da unidade prisional. As circunstâncias da fuga não foram detalhadas.
Logo após a constatação da evasão, equipes da Polícia Penal iniciaram diligências e varreduras na região, com o apoio das demais forças de segurança pública, na tentativa de localizar e recapturar o fugitivo.
A Polícia Penal solicita que qualquer informação sobre o paradeiro de Bartogaleno Alves Saldanha seja repassada de forma anônima e com total sigilo através do Disque Denúncia 181 ou pelo telefone de emergência 190.
Um homem morreu e outras três pessoas ficaram feridas durante um ataque a tiros acompanhado de uma granada na noite desta quinta-feira (10), no município de Assú, na região Oeste do Rio Grande do Norte.
A vítima que morreu foi identificada pela polícia como Francisco Ray Martins do Nascimento, de 21 anos. O corpo dele foi encontrado nos fundos de uma residência com estilhaços do explosivo ao redor.
O caso aconteceu por volta das 23h30, na Rua Professor João Jacinto, em Assú.
Até a atualização mais recente desta reportagem, nenhum suspeito do crime havia sido preso. A motivação do crime também era desconhecida.
O caso é investigado pela Polícia Civil.
Tiros e explosão
A Polícia Militar informou que foi acionada após os moradores ouvirem disparos de tiros na rua durante a noite desta quinta.
Os policiais encontraram uma mulher atingida, que foi socorrida por populares. Nos fundos desse imóvel, os agentes localizaram o corpo de Francisco Ray já sem vida.
Uma terceira vítima foi encontrada no final da mesma rua. O homem foi atingido por tiros e buscou abrigo dentro da casa de um morador da região. Ele recebeu os primeiros atendimentos no local e foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Os moradores relataram ainda que um homem que foi baleado correu para ser atendido no Hospital Regional de Assú antes mesmo da chegada da polícia.
O estado de saúde das vítimas que ficaram feridas não foi informado pela polícia.
A área do crime foi isolada para o trabalho das polícias Científica e Civil – essa última assumirá as investigações para identificar os autores e a motivação do ataque.
Centro de Diálise de Mossoró — Créditos da Foto: Antonio Dias/Inter TV Costa Branca
A Polícia Científica concluiu o laudo pericial sobre as mortes de duas pacientes durante sessões de hemodiálise no Centro de Diálise de Mossoró, no dia 24 de março deste ano. O documento não identificou uma falha específica nas máquinas, erro de operação comprovado ou presença das substâncias pesquisadas nas amostras analisadas.
A perícia, no entanto, apontou uma limitação para a investigação: a água e outros materiais que estavam sendo utilizados no momento das sessões já haviam sido descartados ou substituídos quando os peritos chegaram ao local.
As pacientes eram Raquel Ferreira da Silva Cabral, de 54 anos, e Iraci Inácio de Lima, de 75 anos. As duas apresentaram mal-estar logo depois do início das sessões, tiveram uma piora rápida e sofreram parada cardiorrespiratória.
A perícia foi realizada em 26 de março, dois dias depois das mortes. O laudo foi assinado pelo perito criminal Clélio Diogo Soares e será encaminhado à Polícia Civil, responsável pela investigação por meio da 39ª Delegacia de Polícia de Mossoró.
Um dos principais pontos do laudo é a impossibilidade de examinar a água nas mesmas condições em que ela estava no dia das mortes.
Antes da chegada da perícia, partes do equipamento responsável pelo tratamento e purificação da água usada na hemodiálise haviam sido substituídas. A água que estava dentro do sistema também havia sido descartada.
Com isso, os peritos não conseguiram coletar uma amostra representativa da água que efetivamente circulava durante as sessões de Raquel e Iraci.
A água utilizada na hemodiálise passa por tratamento antes de ser usada para preparar o líquido que entra em contato com o sangue durante o procedimento. Uma alteração nessa etapa poderia, em tese, atingir mais de uma máquina ligada ao mesmo sistema.
O laudo, porém, não afirma que houve contaminação da água. A perícia registra que, como a água daquele momento não estava mais disponível, não foi possível verificar diretamente se havia alguma alteração durante as sessões.
Soluções utilizadas no processo e outros materiais que estavam disponíveis no momento dos fatos também haviam sido descartados.
Amostras coletadas pela perícia
Mesmo sem a água original, os peritos coletaram novas amostras em quatro pontos do sistema: na água que chegava ao prédio, depois de uma etapa de filtragem, depois do processo de purificação e no retorno da água pelo sistema.
Os materiais foram submetidos a exames para pesquisar diferentes tipos de substâncias, incluindo medicamentos, agrotóxicos, drogas e solventes.
Nenhuma das substâncias pesquisadas foi encontrada nas amostras, dentro dos limites dos métodos utilizados.
A perícia também encontrou apenas o dialisador utilizado por Iraci, equipamento responsável pela filtragem do sangue durante a hemodiálise. Os peritos conseguiram retirar cerca de 5 mililitros de sangue que ainda estavam no circuito e realizaram exames toxicológicos.
O resultado também foi negativo para as substâncias pesquisadas. O laudo ressalta, entretanto, que o material não equivale a uma amostra de sangue coletada diretamente do corpo da paciente e que os exames não permitem excluir substâncias que não possam ser identificadas pelos métodos utilizados ou que estejam abaixo dos limites de detecção.
Outro ponto investigado foi o ácido peracético, produto utilizado para desinfetar os dialisadores.
O Centro de Diálise informou à perícia que utilizava um teste para verificar a presença de resíduos do produto no equipamento antes de cada sessão. O procedimento tem como objetivo garantir que o dialisador seja enxaguado antes de ser utilizado novamente.
O laudo explica que a presença de resíduos do produto após a limpeza não é desejável e pode provocar reações adversas. A legislação sanitária estabelece a necessidade de enxágue e controle dos resíduos quando esse tipo de produto é utilizado.
Apesar disso, a perícia não estabeleceu que o ácido peracético tenha causado as mortes.
Máquinas foram interrompidas poucos minutos após início
Os registros das máquinas de hemodiálise também foram analisados.
Em uma delas, a sessão começou às 6h07 e foi interrompida cerca de quatro minutos e meio depois. Na outra, começou às 10h15 e foi interrompida três segundos depois.
Nos dois casos, os registros indicam que a interrupção foi feita manualmente pela equipe técnica, e não por desligamento automático das máquinas.
A proximidade entre o início das sessões, o mal-estar apresentado pelas pacientes e a posterior parada cardiorrespiratória foi considerada na perícia. O laudo, porém, ressalta que a relação temporal, sozinha, não é suficiente para estabelecer que o procedimento tenha provocado as mortes.
Controle da água foi feito um dia antes
A perícia também analisou um registro interno de controle da água realizado em 23 de março, um dia antes das mortes.
Segundo o documento, a água estava clara, sem cor e sem odor. Os parâmetros avaliados estavam dentro do controle realizado pela unidade. Também não foram identificados coliformes totais, e o resultado para endotoxinas estava abaixo de 0,25 EU/mL.
A perícia, entretanto, faz uma ressalva: o resultado mostra apenas a condição da água no dia anterior e não permite garantir que ela estivesse nas mesmas condições em 24 de março, quando ocorreram as mortes.
O que a perícia concluiu
Ao final, a Polícia Científica afirma que não identificou falhas técnicas específicas nos equipamentos, erros operacionais comprovados ou contaminação pelas substâncias pesquisadas que permitam estabelecer uma relação causal com as mortes.
Ao mesmo tempo, o laudo não determina uma causa técnica específica relacionada à hemodiálise.
A perícia aponta que essa limitação está relacionada, entre outros fatores, à substituição de componentes do sistema de tratamento da água e ao descarte da água, das soluções e de outros materiais que estavam presentes no momento das sessões.
Outro fator considerado foi a ausência de exame necroscópico médico-legal das vítimas, que poderia contribuir para a investigação de possíveis causas toxicológicas, bioquímicas ou fisiológicas.
O laudo será encaminhado à Polícia Civil, que continua responsável pela investigação do caso por meio da 39ª Delegacia de Polícia de Mossoró.
Relembre o caso
Duas pacientes morreram durante sessões de hemodiálise no Centro de Diálise de Mossoró, em 24 de março de 2026. As vítimas eram Raquel Ferreira da Silva Cabral, de 54 anos, e Iraci Inácio de Lima, de 75 anos, ambas naturais de Assú.
Após os óbitos, a unidade teve os atendimentos interrompidos por interdição cautelar da Vigilância Sanitária do RN, enquanto as causas das mortes eram investigadas. O Centro informou, na época, que havia ocorrido uma intercorrência técnica no equipamento responsável pelo sistema de osmose, usado no tratamento da água.
A Polícia Civil, por meio da 39ª Delegacia de Polícia de Mossoró, e a Vigilância Sanitária passaram a investigar o caso. A unidade atende pacientes do SUS, particulares e de planos de saúde.
O Ministério Público Eleitoral expediu uma recomendação conjunta com diretrizes para a propaganda eleitoral sonora e a realização de atos públicos de campanha em Apodi, no Rio Grande do Norte. A medida vale para o primeiro e eventual segundo turno das Eleições de 2026 no município. O documento busca prevenir condutas irregulares, evitar poluição sonora, resguardar a ordem pública e garantir a segurança da população durante o período eleitoral.
A recomendação orienta que as concentrações de militantes e eleitores ocorram a partir das 16h, em horários próximos ao início de carreatas, passeatas e comícios. A orientação visa coibir o consumo prolongado de bebidas alcoólicas antes dos eventos.
O MP Eleitoral orienta a não utilização de equipamentos conhecidos como paredões de som ou som automotivo em locais públicos ou privados. O uso desses aparelhos é restrito exclusivamente para a sonorização de comícios, carreatas e passeatas.
O documento determina ainda o respeito ao limite máximo de 80 decibéis para alto-falantes, amplificadores, carros de som e minitrios em movimento, medidos a sete metros de distância. A veiculação desse tipo de som é permitida entre 8h e 22h, respeitando a distância mínima de 200 metros de hospitais, escolas, igrejas e órgãos públicos. As emissões de ruídos excessivos e o abuso de fogos de artifício com efeito sonoro também devem ser evitados.
A recomendação conjunta integra a atuação do Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral do RN, e do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), representado pela Promotoria de Justiça com atuação na 35ª Zona Eleitoral em Apodi.
Dia da eleição
Regras específicas foram fixadas para o encerramento da campanha e para o dia da votação. Qualquer propaganda sonora deve ser desligada até as 22h do sábado anterior ao dia da eleição. No domingo de votação, o uso de aparelhos de som, carros de som e alto-falantes é proibido por se caracterizar como propaganda irregular no dia do pleito. As comemorações pós-eleição após a apuração dos votos devem ser encerradas impreterivelmente até as 22h no domingo.
Os organizadores devem avisar o Comando da Polícia Militar de Apodi sobre qualquer evento político em local aberto com antecedência mínima de 24 horas. O aviso deve conter data, horário de início, previsão de término, local exato ou itinerário detalhado, estimativa de público e contato dos responsáveis. A medida permite o planejamento da Polícia Militar e evita conflitos de agenda entre partidos no mesmo espaço.
As autoridades das polícias Militar e Civil receberam orientação para lavrar termo circunstanciado de ocorrência em caso de perturbação do sossego ou auto de prisão em flagrante na hipótese de crime ambiental por poluição sonora. Aparelhos de som e paredões operando fora dos horários permitidos, acima dos limites de ruído ou fora de passeatas, carreatas e comícios devem ser apreendidos pelas forças policiais.
Os notificados têm prazo de cinco dias para informar as providências adotadas para o cumprimento do documento. O descumprimento das orientações contidas na recomendação pode resultar em representação por propaganda irregular, ação penal eleitoral e sanções ambientais.
O Rio Grande do Norte alcançou mais um resultado de destaque nacional na área de segurança pública. O Estado ocupa o primeiro lugar entre os estados do Nordeste e a quarta posição no ranking nacional no pilar de Segurança Pública do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
O resultado reconhece a evolução do Rio Grande do Norte em uma série de indicadores relacionados à segurança e representa o avanço de uma política pública que vem sendo fortalecida pelo Governo do Estado com investimentos, recomposição e valorização dos efetivos, modernização das estruturas, inteligência, tecnologia e integração entre as forças de segurança.
O levantamento considera diferentes dimensões da segurança pública, entre elas indicadores relacionados ao sistema de justiça criminal, sistema prisional, mortes a esclarecer, mortalidade no trânsito, segurança pessoal e patrimonial, qualidade das informações criminais, violência sexual e feminicídio.
Para a governadora Fátima Bezerra, o resultado demonstra que o Rio Grande do Norte está no caminho correto e reforça a importância de manter uma política de Estado permanente para a segurança pública. “Esse resultado nos enche de orgulho, porque mostra que o Rio Grande do Norte está avançando e que o trabalho realizado nos últimos anos está produzindo resultados concretos. Segurança pública exige planejamento, investimento, inteligência, integração e, sobretudo, compromisso permanente com a proteção da vida. Não podemos permitir retrocessos. O que estamos construindo é uma política pública de Estado, que precisa ser preservada, fortalecida e ampliada para que o nosso povo continue avançando. O RN não merece voltar atrás”, afirmou a governadora.
Fátima Bezerra destacou ainda que os resultados são fruto de uma estratégia que envolve não apenas o policiamento ostensivo, mas também investimentos em inteligência, investigação, tecnologia, estrutura física e valorização dos profissionais da segurança pública. “Tenho muito orgulho de poder afirmar que o nosso Estado hoje é referência em segurança pública no Nordeste. Mas esse orgulho vem acompanhado de uma responsabilidade ainda maior: cuidar para que essas conquistas sejam permanentes. Queremos um Rio Grande do Norte cada vez mais seguro, com mais cidadania, mais oportunidades e mais qualidade de vida”, acrescentou.
Trabalho integrado e valorização das forças de segurança
O secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Francisco Araújo, atribui o desempenho à atuação integrada das instituições que compõem o sistema de segurança pública e à continuidade dos investimentos realizados pelo Governo do Estado. “Esse resultado é fruto do trabalho diário de milhares de profissionais que estão nas ruas, nas delegacias, nos quartéis, no sistema prisional, na perícia e na inteligência. É também resultado de planejamento, investimento e integração. O RN vem construindo uma política de segurança baseada em dados, inteligência e atuação coordenada das forças. Os números mostram que estamos no caminho certo, mas sabemos que ainda temos desafios. Por isso, vamos continuar trabalhando para avançar cada vez mais”, afirmou.
De acordo com o ranking, o Rio Grande do Norte avançou cinco posições no indicador de Segurança Pública entre 2024 e 2025, chegando à quarta colocação nacional. O Estado também aparece em primeiro lugar no país no indicador relacionado ao déficit de vagas no sistema prisional.
O desempenho atual contrasta com o cenário encontrado no início da atual gestão e evidencia o processo de reconstrução e fortalecimento da capacidade do Estado de atuar na prevenção e no enfrentamento à criminalidade.
A política de segurança pública do Governo do Rio Grande do Norte envolve a ampliação e modernização das estruturas policiais, novos equipamentos e viaturas, investimentos em tecnologia e inteligência, concursos e recomposição dos efetivos, além da valorização profissional.
O resultado também se soma a outros indicadores positivos registrados nos últimos anos. Dados oficiais compilados pelo Governo do Estado apontam que o RN alcançou uma expressiva redução dos índices de violência e chegou a figurar entre os estados com maior redução de homicídios do país.
Para o Governo do Estado, os resultados reforçam que segurança pública se constrói com políticas permanentes, investimentos continuados e integração entre instituições, e que a manutenção dos avanços depende da continuidade e do aperfeiçoamento das ações que vêm sendo implementadas no Rio Grande do Norte.
Durante patrulhamento na Avenida João Hélio Alves Rocha, no Conjunto Planalto, a equipe da viatura B16-17 recebeu um pedido de socorro de um motociclista. Ele informou aos policiais que a esposa estava em trabalho de parto.
Diante da situação, a equipe seguiu imediatamente até a Rua Anum, no bairro Guarapes, para prestar atendimento à mulher.
Ao chegar ao endereço, os policiais encontraram Alice Fernandes Alves em trabalho de parto e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Antes da chegada da equipe médica, Alice deu à luz uma menina com o apoio dos policiais. Segundo a equipe, a recém-nascida aparentava estar saudável.
Na sequência, as equipes do Samu prestaram os primeiros atendimentos à mãe e à bebê. Em seguida, os profissionais levaram as duas para a Maternidade Municipal Arakém Pinto, onde passaram por avaliação médica e receberam os cuidados necessários..
Um homem foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na noite desta terça-feira (8), durante uma fiscalização de combate à criminalidade na BR-304, em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte. A abordagem ocorreu por volta das 23h30, no km 8 da rodovia.
Segundo a PRF, os agentes abordaram uma Toyota Hilux SW4 e, durante a fiscalização, o motorista informou que seguia para o município de Florânia, também no Rio Grande do Norte. Ao vistoriar o veículo, os policiais encontraram uma mochila parcialmente aberta no banco traseiro. Dentro dela havia um objeto com características semelhantes às de uma arma de fogo.
Na verificação, os agentes identificaram uma pistola TH9/Hammer, calibre 9 mm, com carregador inserido e 17 munições. O motorista afirmou que a arma estava registrada em seu nome, informação posteriormente confirmada pelos sistemas consultados pela equipe.
Apesar do registro, o homem não apresentou o certificado de registro da arma e declarou não possuir Guia de Tráfego, documento necessário para o transporte do armamento. A pistola estava sendo levada dentro do veículo com o carregador inserido e municiado.
Diante da situação, o condutor recebeu voz de prisão e foi encaminhado, junto com a arma e as munições, para a Polícia Civil, em Mossoró, onde foram realizados os procedimentos legais cabíveis. As informações sobre a ocorrência foram divulgadas pela PRF.
Créditos da foto: MPRN/GAEGO/SET/RNCréditos da foto: MPRN/GAEGO/SET/RNCréditos da foto: MPRN/GAEGO/SET/RNCréditos da foto: MPRN/GAEGO/SET/RNCréditos da foto: MPRN/GAEGO/SET/RNCréditos da foto: MPRN/GAEGO/SET/RN
O Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do Rio Grande do Norte (Gaesf/RN) deflagrou nesta sexta-feira (11) a operação Catálise, voltada ao combate à sonegação fiscal do ICMS, associação criminosa, falsidade documental e lavagem de capitais. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e João Câmara.
A ação teve participação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), da Polícia Civil (PC), da Polícia Militar (PM), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ). O objetivo da operação Catálise é desarticular um esquema fraudulento de fracionamento de faturamento de grupo econômico que atua no setor de autopeças, apreender provas das ilicitudes e assegurar a descapitalização patrimonial dos investigados.
Ao todo, 180 pessoas participaram dos cumprimentos dos mandados judiciais. Foram 13 promotores de Justiça, 56 servidores do MPRN, quatro delegados e 24 agentes de Polícia Civil, 30 servidores da SEFAZ e 56 policiais militares. Como resultado da ação, foram apreendidos documentos, mídias digitais, computadores, telefones celulares, equipamentos eletrônicos, numerário em espécie e veículos, além do sequestro e bloqueio de um prédio comercial avaliado em R$ 6 milhões situado no bairro Dix-Sept Rosado, em Natal. A operação também possibilitou a identificação de um fluxo de sonegação e movimentações suspeitas que ultrapassa a cifra de R$ 2,8 milhões reinjetados na empresa líder, além da blindagem fraudulenta de imóvel milionário.
Empresas de fachada
A investigação apontou a existência de uma rede de empresas de fachada/satélites registradas em nome de “laranjas” (assalariados e familiares) para fracionar artificialmente o faturamento do grupo, burlando o limite legal do Simples Nacional e sonegando o ICMS devido.
Segundo o que já foi apurado, o grupo recolhia o faturamento em espécie e promovia triangulações financeiras em contas de passagem de pessoa física para reinjetar os capitais ilícitos na empresa principal, bem como simulou a doação da sede do estabelecimento com assinatura falsificada para blindar o patrimônio contra execuções fiscais e processos de divórcio.
As investigações prosseguem para a análise do material apreendido, extração forense de dados, apuração do valor exato do prejuízo causado aos cofres públicos estaduais e eventual oferecimento de denúncia criminal contra os envolvidos.
Sobre o Gaesf
O Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) é um núcleo especializado na investigação e no enfrentamento de crimes contra a ordem tributária, fraudes, associação criminosa e lavagem de dinheiro, especialmente quando envolvem esquemas de sonegação fiscal e prejuízos aos cofres públicos. No Rio Grande do Norte, o Gaesf atua de forma integrada com instituições que compõem o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), reunindo membros do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), da Polícia Civil (PC), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ), além de outros órgãos parceiros que atuam em conjunto conforme suas respectivas competências institucionais.
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Carlo Ancelotti iniciou uma nova fase na Seleção Brasileira. Nesta quarta-feira (9), o técnico anunciou a primeira convocação após a Copa do Mundo de 2026. Ao todo, ele chamou 26 jogadores para os próximos amistosos.
A lista apresenta mudanças importantes em relação ao grupo que disputou o Mundial. Apenas nove jogadores que estiveram na Copa permanecem entre os convocados. São eles Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Danilo Santos, Bruno Guimarães, Endrick, Raphinha, Rayan e Vinícius Júnior.
Além disso, Ancelotti deixou de fora nomes experientes como Neymar, Casemiro, Danilo, Alex Sandro, Alisson e Ederson. Dessa forma, o treinador começa a preparar a equipe para o novo ciclo até a Copa do Mundo de 2030.
Veja a lista de convocados por Ancelotti
Goleiros
Hugo Souza – Corinthians
Pedro Morisco – Coritiba
Otávio – Cruzeiro
Defensores
Arthur Dias – Athletico-PR
Douglas Santos – Zenit
Gabriel Magalhães – Arsenal
Jair – Nottingham Forest
Marquinhos – Paris Saint-Germain
Matheuzinho – Corinthians
Mauro Júnior – PSV
Vitor Reis – Manchester City
Wesley – Roma
Meio-campistas
Andrey Santos – Manchester United
Breno Bidon – Corinthians
Bruno Guimarães – Arsenal
Danilo Santos – Botafogo
Douglas Luiz – Juventus
Gabriel Bontempo – Santos
Atacantes
Endrick – Real Madrid
Estêvão – Chelsea
João Pedro – Flamengo
Pedro – Flamengo
Raphinha – Barcelona
Rayan – Bournemouth
Samuel Lino – Flamengo
Vinícius Júnior – Real Madrid
A relação confirma, portanto, a intenção de Ancelotti de renovar a equipe. Ao mesmo tempo, o treinador manteve jogadores importantes do ciclo anterior, como Vinícius Júnior, Raphinha, Bruno Guimarães e Marquinhos.
Ancelotti aposta em jogadores mais jovens
Entre as principais novidades está Breno Bidon, do Corinthians. O meio-campista ganhou espaço entre os profissionais e, agora, recebe a primeira oportunidade na Seleção principal.
Além dele, outro estreante é Pedro Morisco, goleiro do Coritiba. O jogador aparece ao lado de Hugo Souza e Otávio entre as opções para a posição.
Ancelotti também chamou Arthur Dias, do Athletico-PR, e Jair, do Nottingham Forest. Por outro lado, Estêvão volta a aparecer na Seleção após ficar fora da Copa do Mundo.
A convocação também mantém nomes jovens que já estavam no planejamento do treinador. Endrick, Rayan e Vinícius Júnior seguem entre os atacantes. Enquanto isso, Andrey Santos continua como opção para o meio-campo.
Veteranos ficam fora da primeira lista pós-Copa
A renovação ficou evidente, principalmente, pelas ausências. Neymar, Casemiro, Danilo, Alex Sandro, Alisson e Ederson não foram chamados para os primeiros compromissos após o Mundial.
Por outro lado, Marquinhos continua no grupo. O zagueiro representa uma das principais referências de experiência na nova equipe.
Assim, Ancelotti optou por combinar jogadores experientes com uma geração mais jovem. Dessa maneira, a comissão técnica busca dar espaço aos novos nomes sem abandonar completamente a base formada antes da Copa.
Além disso, a primeira convocação do novo ciclo permite ao treinador observar diferentes opções. Com isso, Ancelotti poderá avaliar o desempenho dos jogadores durante os próximos amistosos.
Brasil enfrenta Austrália e Índia
Os 26 convocados terão três compromissos pela frente. Primeiro, o Brasil enfrentará a Austrália duas vezes, nos dias 25 e 29 de setembro.
A primeira partida ocorrerá em Townsville. Já o segundo confronto será disputado em Brisbane.
Depois, a Seleção encara a Índia, em 3 de outubro, na cidade de Calcutá. Os jogos fazem parte da preparação para o novo ciclo internacional.
Portanto, os amistosos serão as primeiras oportunidades para Ancelotti testar a nova formação da Seleção depois da Copa do Mundo.
Novo ciclo mira a Copa de 2030
A convocação marca oficialmente o início do novo ciclo da Seleção Brasileira. A CBF definiu os amistosos como parte da preparação da equipe para os próximos anos, com foco na Copa do Mundo de 2030.
Além disso, a lista mostra uma mudança significativa em relação ao elenco utilizado no Mundial. Segundo levantamento divulgado após a convocação, apenas nove dos 26 jogadores que participaram da Copa também aparecem na nova lista.
Dessa forma, Ancelotti terá os próximos amistosos para avaliar os novos jogadores. Ao mesmo tempo, poderá definir a base que pretende utilizar durante o novo ciclo.
Por fim, a comissão técnica terá outras oportunidades para observar atletas antes das próximas etapas da preparação. Assim, a primeira convocação representa o ponto de partida para a formação da Seleção que buscará uma nova campanha na Copa de 2030.